INDÚSTRIA CRUEL

Fazendas de porcos na China chegam a matar mais de 800 mil animais por ano

Instalações da empresa Guangxi Yangxiang Co Ltd abriga mais de 800 mil porcos anualmente em fazendas 'intensivas', localizadas em prédios com mais de 7 andares

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26/05/2018 às 11:30
Por Fernanda Cotez, ANDA

Uma empresa privada que administra instalações de criação de porcos na China está com planos de abrir mais andares ao prédio em que mantém os animais presos.

A Guangxi Yangxiang Co Ltd quer construir um prédio com 13 andares, sendo que todos os andares seriam compostos por ferramentas de agricultura intensiva e os porcos seriam encaixados nas dependências do prédio para criação e depois morte.

O número de animais que serão alojados nesses complexos é enorme: Yangxiang está planejando armazenar 30 mil fêmeas como matrizes, o que promove um número de nascimento de até 840 mil leitões por ano nesse ambientes intensivos.

Xu Jiajing, gerente da fazenda de porcos Yangxiang, disse à Reuters: “Há grandes vantagens em um edifício alto. Isso economiza energia e recursos. A área de terra não é muito, mas você pode criar muitos porcos”.

Sistema intensivo

Embora empresas da Europa tenham experimentado a agricultura em prédios, limitaram-se a apenas dois ou três andares. Uma resistência a esse tipo de agricultura intensiva significa a não adaptação desse estilo cruel de aprisionamento dos animais.

As instalações em massa fazem parte de um plano para “modernizar” o setor agrícola na China e criar riqueza nas áreas rurais. E o novo projeto de chegar a criar até 800 mil porcos nas fazendas em prédios na China fará com que se tornem a maior e mais intensiva fazenda de criação de porcos do mundo.

Situação preocupante

A aglomeração de animais em espaços fechados promove preocupações extras com a saúde dos porcos. Doenças podem ser facilmente espalhadas e até mesmo todos os animais poderiam morrer se houvesse um descuido.

Além disso, o mal-estar que sofrem os animais em locais como esses são cruéis. Um ativista comentou à Plant Based News que essa tendência de criar mais animais poderia resultar em padrões ainda mais baixos de bem-estar.

“Eu posso ver que esta empresa está tentando lidar com demandas de alimentos com espaço limitado”, disseram eles, “mas eu não vi que tipo de esforços estão sendo feitos para proteger os animais”.

O ativista ainda conclui que, diante de um sistema intensivo e que dá enfoque principalmente a questões financeiras e de mercado, a qualidade de vida dos animais é um dos últimos itens a ser priorizados. A única maneira de ajudar a reduzir os sofrimentos dos animais é tornar-se vegano.