Fazendeiros pagavam R$ 1 mil por onça morta no Paraná


Investigações da Polícia Federal concluíram que fazendeiros do Paraná pagavam R$ 1 mil por onça morta por caçadores.

“As investigações apontaram que as pessoas responsáveis pela caça desses animais tinham ligação com fazendeiros que, por sua vez, remuneravam pessoas que matavam esses animais a fim de proteger os rebanhos”, afirmou o delegado Ricardo Viana, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Marabá.

(Foto: Divulgação)

De acordo com o delegado, os caçadores tinham, inclusive, contato com criadores de cachorros que os exploravam para a caça no Mato Grosso. A ação da polícia faz parte da Operação Jaguaruna.

O caso começou a ser investigado após restos mortais de 19 onças terem sido encontrados em um freezer no município de Curionópolis, em 2016. Na época, foram encontrados ainda no local pássaros silvestres, um jacaré morto e mais de 30 armas. Dois homens foram autuados.

“Como a onça pintada é um animal ameaçado de extinção e está numa lista do Ibama a competência de apuração de crimes desta natureza é da Polícia Federal. É obrigação da União essa investigação porque por tratados internacionais o Brasil se obrigou a reprimir esse tipo de crime”, disse o delegado. “Descobrimos que essa matança de animais tinha uma conexão com a cidade do Mato Grosso onde havia pessoas que criavam cachorros específicos para a caça. Lá ficou configurado que cada onça era remunerada em torno de R$ 1 mil”, completou.

De acordo com a Polícia Federal, as onças estavam incomodando proprietários rurais. “As questões ainda são difusas, mas as investigações comprovaram que os animais eram mortos como forma de proteção dos rebanhos, já que as onças buscavam alimento. Para evitar o prejuízo de natureza econômica criou-se um prejuízo de natureza ambiental de dimensões irreparáveis porque para você repor de forma natural 19 onças leva anos”, lamentou Viana.

Recentemente, um dos homens autuados em 2016 foi novamente detido pela polícia em Curionópolis, além de outro que foi detido em Nobres. As informações são do Correio de Carajás.

“Na mesma residência em que foram encontrados os restos da onça pintada, foi encontrada caça mais uma vez. Na casa do mesmo cidadão que foi alvo de buscas pela PM também foi encontrada munição, o que denota que apesar de terem sido feitos os procedimentos à época, esses não foram suficientes já que quase dois anos depois as condutas se mostraram reiteradas. Isso nos causa preocupação porque a gente espera que o estado faça seu papel, a pessoa entenda a noção da ação delitiva cometida e procure a correção, o que não aconteceu”, afirmou o delegado.


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