Abrigo com quase 600 animais precisa de ajuda para quitar dívidas no RJ


O abrigo Casa dos Anjos, localizado no município de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, precisa de ajuda para quitar dívidas. O local enfrenta dificuldades e, por isso, teve que reduzir drasticamente os resgates de animais vítimas do abandono e de maus-tratos.

Gatos mantidos pelo abrigo Casa dos Anjos, em Macaé, no Rio de Janeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

A situação do abrigo, que atualmente mantém quase 600 animais, piorou quando três denúncias foram feitas no Ministério Público e nas secretarias de Meio Ambiente e de Postura alegando que os animais resgatados eram maltratados. Entretanto, vistorias provaram que não havia maus-tratos no abrigo.

As denúncias fizeram com que a Prefeitura exigisse alvará do abrigo, segundo a funcionária pública e fundadora da Casa dos Anjos, Thaís Fagundes. “O local onde eu mantinha os animais não tem como ter alvará porque é área urbana, então não pode ter mais do que dez animais”, explica. Foi determinado, então, que o imóvel fosse entregue, o que fez com que os 56 animais que viviam no local tivessem que ser encaminhados para dois terrenos em área rural.

Outra exigência feita ao abrigo, desta vez pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), foi a de que todos os animais fossem imediatamente vacinados. De acordo com Thais, todos os cachorros e gatos mantidos pela Casa dos Anjos são vacinados anualmente, entretanto, as mais de quatro mudanças realizadas pelo abrigo e as entradas e saídas de funcionários fizeram com que muitas carteiras de vacinação se perdessem e, por isso, todos os animais precisarão receber as vacinas novamente.

“Apenas as vacinas dos cachorros custa cerca de R$ 13 mil. O valor da vacina dos gatos é quase o dobro”, conta Thais. “Estou vacinando de 20 em 20 animais. Já consegui pagar o valor referente a 30 deles”, acrescenta a fundadora do abrigo, que precisa de ajuda financeira para arcar com as vacinas.

Cadela que vive no abrigo que resgata animais do abandono e de maus-tratos (Foto: Arquivo Pessoal)

Além dos valores relacionados à vacinação, o abrigo tem uma dívida atrasada de R$ 17 mil em uma clínica veterinária e outra de R$ 23 mil em uma casa de ração.

“O abrigo funciona a partir do meu trabalho, de mais três pessoas que ajudam online, respondendo mensagens que recebemos nas redes sociais, e dos funcionários que eu pago para auxiliar na limpeza, que é feita das 8 h às 17 h”, afirma Thais. “Mas para resolver tudo, só tem eu. Não há voluntários que vão no abrigo, no máximo uma vez ou outra aparece alguém para ajudar dando banho nos animais, fica algumas horas e vai embora”, acrescenta.

Thais lembra que além de abrigar cachorros e gatos, realiza também um projeto de castração. “Todo mês eu castro mais de 50 animais. Os meus, os de pessoas de baixa renda e outros que vivem em situação de rua, que são cuidados pelas pessoas mas vivem parindo. E também faço a doação de ração para muitos protetores humildes, que alimentam cerca de 40 animais todos os dias”, conta. Todos os animais do abrigo acima de quatro meses de idade são doados castrados e os que são adotados antes desse período têm castração garantida.

A fundadora da Casa dos Anjos reforça que o abrigo é mantido apenas com doações e que, por isso, a solidariedade da sociedade é fundamental para que os cuidados necessários aos animais possam ser mantidos. Interessados em ajudar devem entrar em contato com Thais Fagundes através do telefone 22 99285-7515.


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