Crescimento do veganismo ameaça produtores de vitela


Que a popularidade do veganismo tem se espalhado pelo mundo, é inegável. Esse ramo de mercado se expandiu para diversas áreas, e não só na parte de alimentos, as indústrias que exploram animais têm sentido o impacto dessa mudança de hábitos da população.

Foi a vez dos produtores de vitela admitirem que a indústria de alimentos de origem vegetal tem sido uma grande concorrente, que parece estar aqui para ficar.

Reprodução | Mom at the Meat Counter

O consumidor consciente tem exigido das empresas uma maior transparência quanto às origens do que adquire nos mercados e, principalmente, do que ingere. Grande parte do que impulsiona o mercado a buscar alternativas naturais, orgânicas e veganas, provém dessa mudança de mentalidade.

As pessoas começaram, enfim, a entender que o estilo de vida que levamos até hoje não é sustentável. Começamos a sentir as consequências dos nossos atos cada vez mais fortes no planeta terra.

Estudos que comprovam o quanto a pecuária é a maior responsável por danos que chegam a ser, muitas vezes, irreversíveis, tem feito as pessoas se questionarem cada vez mais sobre o quanto a carne e derivados são dispensáveis em nossas vidas. Já temos várias alternativas para substituir esses produtos.

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É claro que esse avanço não tem sido visto com bons olhos pelas grandes indústrias do ramo da carne, leites e derivados. Os efeitos do crescimento do mercado vegano no mundo, estão surtindo rapidamente. Algumas delas precisam se adaptar, e começam a produzir alimentos de origem vegetal. As que não se atualizam, fecham

Em uma pesquisa do instituto Markets and Markets, o crescimento de pessoas que se assumem como veganas e/ou vegetarianas, mesmo que parcialmente, está atrelado a uma queda no mercado de vitela.

O que são as “vitelas”?

São as crias das vacas exploradas pela indústria do leite, a partir de inseminação artificial. Os filhotes paridos por elas, são instantaneamente retirados de perto da mãe. Quando os filhotes são fêmeas, elas vão ter o mesmo destino que elas.

No caso de machos, eles são criados sob confinamento por cerca de 18-25 semanas. É que quanto menos esforço eles fizerem, mais macia a carne se torna. Depois de muito sofrimento, não apenas por ser trancado e mantido em cativeiro, mas por ser tirado de perto de sua mãe, o filhote é, enfim, assassinado. E vendido como vitela.

Sinceramente? Que o mercado vegano cresça o suficiente para não apenas ser um perigo iminente, mas acabar de vez com essa indústria.


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