Conflito econômico entre Ásia e Europa ameaça orangotangos


A União Europeia (UE) está propondo apoio à proibição européia do óleo de palma, o que pode pôr em risco um acordo pendente para vender aviões de combate construídos localmente para a Malásia. Negociações envolvendo as nações e acordos econômicos estão desestabilizando uma decisão que poderia salvar a vida de vários orangotangos que tem seu habitat dizimado pela exploração de óleo de palma.

Oficiais de defesa da UE alertaram o governo britânico, apoiando o fim da exploração do óleo de palma, pode colocar em risco acordos com a Malásia. Dan Richardson, membro da Animal Conservationist e Born Free Patron, disse em entrevista à World Animal News:

“O governo da Malásia, em retaliação à proposta de proibição do óleo de palma da UE, está ameaçando interromper o pedido de aeronaves militares do Reino Unido. Agora, trata-se de saber se os envolvidos darão maior importância a salvar o meio ambiente e a proteção de espécies ameaçadas ou priorizar o comércio, neste caso, por armas de guerra”.

A vida de orangotangos está em jogo devido a uma disputa econômica entre a União Europeia e a Ásia, em confronto sobre as produções de óleo de palma na Malásia (Foto: Pixabay)
A vida de orangotangos está em jogo devido a uma disputa econômica entre a União Europeia e a Ásia, em confronto sobre as produções de óleo de palma na Malásia (Foto: Pixabay)

A Malásia é um dos países entre os maiores produtores mundiais de óleo de palma, exploração esta que destrói a vida de incontáveis orangotangos, espécie ameaçada de macacos. O acordo proposto pela União Europeia visa proteger os habitats de orangotangos e outras espécies ameaçadas.

O Ministério da Defesa, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra) e a alta comissão britânica afirmaram que a Malásia estava pressionando o Reino Unido para repensar sua posição sobre a proibição, o que disseram que “poderia afetar o relacionamento bilateral entre os países”.

Em 17 de janeiro, o Parlamento Europeu decidiu eliminar o óleo de palma até 2021 e limitar a produção de biocombustíveis baseados nas culturas extensas, ambas medidas que prezam pela sustentabilidade.

Os governos da Indonésia e da Malásia, que produzem a maior parte do óleo de palma do mundo, estão indignados com as decisões de diminuir o impacto ambiental relativo ao consumo humano da União Europeia, e uma guerra fria se instala entre os países, com ameaças e disputa de poder envolvendo acordos bilionários. Diante de tudo isso, os animais sofrem com a devastação da biodiversidade e com a cruel exploração de óleo de palma na Ásia.


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