Evanna Lynch implora para que o turismo com elefantes na Índia acabe


Evanna Lynch, atriz irlandesa famosa por interpretar Luna Lovegood na franquia Harry Potter, há algum tempo milita pela causa vegana. Sua última aparição na mídia foi esta semana, quando decidiu viajar para a Índia com a equipe do The Sun e mostrar o dia a dia dos elefantes explorados pelo turismo local.

Entre as práticas comuns da criação dos animais, de acordo com o veículo, estão: “deixá-los desesperados de sede e de pé no calor do sol com correntes envolvendo os seus corpos. Os animais são frequentemente espancados, deixados sem comida e trancados em gaiolas”.

Essa prática é frequente, naturalizada e sem outra saída. “Esse é o destino de todos os elefantes ‘para turismo’. A única razão pela qual eles obedecem é por medo. Eles estão quebrados”, um dos cuidadores admite ao portal.

Reprodução | The Sun

Os animais são separados das mães logo quando nascem, e criados sob essas condições desde então. Não há escapatória. Dias e noites sem dormir, sem ser alimentado, ou sequer podendo se locomover. Às vezes, eles passam fome porque estão amarrados e o pote de água é deixado longe demais. Eles conseguem enxergar o líquido, mas não podem alcançá-lo. 

Em muitos casos, é usada tanta força física contra os elefantes que eles ficam com feridas por todo o corpo. Então os treinadores cobrem os hematomas de cinza, para escondê-los dos turistas.

É exatamente nesse ponto que Lynch quer tocar: não ocultar nenhuma das práticas de quem vem de fora – cerca de 85.000 ingleses visitam a Índia todos os anos. Ela compreende que o que leva as pessoas a aceitarem esse tipo de prática é o total desconhecimento. Ela admite ter tido o sonho de andar de elefante, assim como muitas dessas pessoas.

“This is every single tourist elephant’s fate. The only reason they obey is with fear. They have been broken.” . I spent the past week in India with @thesun and STAE (Save The Asian Elephants) doing undercover investigations on the welfare of elephants. These pictures are courtesy of The Sun, STAE and there are a few I took also. Full article is linked in my bio. . What I’d most like people to understand is that there is no way to be in close proximity of an elephant used for tourism or entertainment, that hasn’t been brutally beaten. I used to always want to ride an elephant and I couldn’t understand what was bad about that – they seemed so gentle, so quiet, so at ease with human contact. What you don’t see is that each of these elephants has to be ‘broken’ with sticks and cages and brutality in order to be so obedient. When not being used, they are chained up at the ankles, unable to move, unable to do anything and living in complete isolation. They don’t get to go home and comfort each other. These intelligent social animals all live in separate, private miserable worlds and they stand there swaying and beating their ears so hard, like wings that won’t take off. You can see a video I took of a traumatised elephant swaying here. . It’s not helpful to blame the people doing this to Elephants in India. I saw so much poverty and suffering among people there and it’s clear that animal welfare is low down the list of priorities. And frankly it’s ignorant to criticise these people when our own standards of animal welfare are so poor. I even had a moment with a mahout, who thought I was a tourist and tried so hard to make me happy by making an elephant do tricks. I tipped him and thanked him even though he beats elephants for a job. Cos he’s not the problem. The problem is the ignorance of western tourists patronising these cruel tourist ventures. We should know better. We are too privileged to overlook the suffering of these beautiful beasts. . Pls read the article in my bio to learn more and to help STAE make these unethical practices illegal for tourists to support. ❤️🐘

Uma publicação compartilhada por Evanna Lynch (@msevylynch) em

Mas mais do que ler sobre os maus-tratos vividos pelos animais, presenciá-los, foi decisivo para que a jovem mudasse completamente de ideia. Ela deixa claro o seu espanto em diversos momentos, não só com a situação, mas por compreender que é algo visto com extrema naturalidade pela população e os cuidadores.

Ela espera que, divulgando amplamente essa situação de maus tratos e exploração, outras pessoas também se solidarizem pela causa e boicotem esse tipo de turismo.

Quando as pessoas que já andaram de elefantes no passado ou que já visitaram esses lugares lerem esse artigo, eu não quero que elas se sintam culpadas – elas foram enganadas pela indústria turística irresponsável”, ela enfatiza. “O que precisamos fazer é canalizar essa culpa e usá-la de estímulo para nunca mais visitar esses lugares.”


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