Baratas são exploradas e mortas em fazendas na China


Baratas são exploradas e mortas para a produção de tônicos revitalizantes e de rações, além de serem também vítimas de exploração para a eliminação de lixo na China. A maior parte das propriedades nas quais os insetos são criados está localizada na província central de Sichuan, onde há uma fazenda de tamanho equivalente a dois campos de futebol que abriga 6 bilhões de baratas.

(Foto: Ton Koene/DPA/AFP/Arquivo/Imagem Ilustrativa)

O local pertence à farmacêutica Haoyisheng, que fabrica um tônico utilizado pela medicina tradicional chinesa para a cura de úlceras e dores de estômago. O produto é produzido a partir da morte de insetos da espécie barata-americana. Vendido a um preço acessível – US$ 4 por frasco -, o tônico é utilizado por pessoas que acreditam que a resistência das baratas as tornam especiais. Outra parte da população, entretanto, não vê esses insetos com bons olhos e, sabendo disso, a indústria farmacêutica esconde a presença do animal no produto, restringindo-se apenas a colocar o nome científico em latim da espécie – periplaneta americana – no rótulo.

Em cada metro quadrado da fazenda são criadas 280 mil baratas. Elas são confinadas em um ambiente mantido no escuro permanentemente durante uma média de 700 dias, com temperatura, umidade e alimentação específicas. A empresa fez tanto sucesso, garantindo lucro aos proprietários de US$ 684 milhões ao longo das décadas de funcionamento, que fez com que outras instalações, de menor tamanho, fossem abertas em diversas partes do país.

Nem todas as fazendas, entretanto, fabricam tônicos. Em uma delas, na cidade de Jinan, na província central de Henan, 300 milhões de baratas são exploradas para eliminar 15 toneladas diárias de lixo orgânico, uma alternativa aos lixões convencionais. Há fábricas, também, que se dedicam à produção de complexos proteicos, feitos com os insetos, que são destinados à pecuária.

A criação das baratas, entretanto, é vista com preocupação por parte da população, que teme que casos como a fuga de cerca de um milhão desses insetos, que correu na província central de Jiangsu em 2013, repita-se. As informações são do portal G1.

Em uma declaração que expõe a crueldade imposta às baratas, funcionários de uma fazenda localizada em Xinchang afirmam que, caso fujam, as baratas irão morrer. “Como estão acostumadas à escuridão, à umidade e à temperatura da fazenda, as baratas não querem escapar, mas se escaparem precisam passar por três comportas fechadas, e ao redor da base há um fosso com milhares de carpas que as comeriam”, contam os representantes da empresa. “Se alguma barata escapar, a forte radiação em Xichang e a diferença de temperatura entre o dia e a noite, junto com o ambiente seco, impossibilitariam sua sobrevivência”, acrescentam.


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