Ativistas podem enfrentar 10 anos de prisão por salvar peru doente


Seis ativistas em defesa dos direitos animais foram acusados ​​de roubo e podem chegar a receber acusação de até 10 anos de prisão em Sanpete, no estado de Utah (EUA), pelo simples motivo de terem resgatado um filhote de peru doente de um galpão industrial em investigação.

Peru doente foi resgatado em galpão industrial durante investigação (Foto: DxE)
Peru doente foi resgatado em galpão industrial durante investigação (Foto: DxE)

Enquanto investigavam as procedências e bem-estar animal da indústria norte-americana de perus Norbest, ativistas dos direitos animais da Direct Action Everywhere (DxE) resgataram um peru doente para levar o animal a tratamento veterinário.

Segundo os ativistas, levar o peru, que eles deram o nome de Abby, ao veterinário era apenas um”ato de compaixão” perante à situação em que o animal de encontrava. Por outro lado, os promotores acusaram o ato de criminoso.

Co-fundador da DxE e investigador principal do caso, Wayne Hsiung, um dos acusados de ‘crime’, disse em vídeo: “Resgatar uma ave em sofrimento não é um crime, é um ato de compaixão. Fizemos o que qualquer boa pessoa faria: nós a levamos ao veterinário”.

O público tem o direito de saber o que está acontecendo nessas fazendas, e a maioria dos americanos fica horrorizada com a crueldade dos locais de criação dos perus e outra aves. Essa acusação não é sobre um pássaro morrendo, mas sobre os esforços da indústria para impedir que informações verdadeiras cheguem ao público”, complementou Wayne.

A investigação da DxE descobriu “aves apodrecidas e doentes comendo umas as outras, e animais empacotados ombro a ombro em galpões industriais imundos”. O grupo acrescenta: “Registros de dentro da instalação indicaram que doenças como hepatite estavam se espalhando pelo bando e que a fazenda tinha, pelo menos em um caso, recorrido ao uso em massa de penicilina na água”.

Um relatório da CBS News apresentou as descobertas do DxE de que os perus estavam “muitos doentes ou sofrendo de ferimentos infligidos por outras aves”, em galpões imensos e sob intensos maus-tratos. Ainda, a CBS observou: “Médicos especialistas disseram que a prática [de fornecer penicilina em água às aves] pode levar as pessoas a contrair doenças resistentes a antibióticos“.

O relatório da CBS também está ligado a um vídeo, produzido e publicado pela DxE, que mostrou as condições dentro da instalação, e também o resgate de perus severamente machucados.

De acordo com informações do The Intercept, as três aves retiradas da fazenda não teriam valor comercial, porque é quase certo que morreriam em questão de dias se não tivessem sido resgatadas. Os ativistas do DxE estimam que até 25% dos animais em fazendas industriais morram antes que possam chegar ao matadouro devido às condições em que são mantidos.

A Norbest, empresa investigada, alegou que as circunstâncias descobertas pelos ativistas eram “incidentes isolados”.  A empresa então emitiu uma declaração formal em seu site, proclamando-se “profundamente desapontada pelo fato de nossos padrões não terem sido mantidos pelo agricultor em questão”. Também prometeu “reexaminar cada passo de nosso processo de treinamento e inspeção para determinar se há mais que podemos fazer para garantir que nossos padrões de cuidados com animais sejam atendidos ”.

Em outra circunstância, investigações da PETA gravaram em vídeo operadores de uma fazenda de perus que bateram, chutaram e maltrataram animais doentes, um método considerado “prática padrão da indústria”.


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