Varejistas GAP e H&M abolem venda de peça feitas de lã mohair


Uma investigação realizada pela organização de direitos animais PETA expôs um vídeo que denuncia fazendas de mohair, que exploram cabras para retirar o pelo dos animais para a indústria de roupas.

A denúncia, com imagens chocantes de tortura e maus-tratos, levou grandes marcas de moda que se abasteciam desses produtos a banir o mohair de suas coleções. Uma série de lojas de moda como a Gap, H&M, Topshop, Old Navy, Banana Republic e Athleta se comprometeram a deixar mohair depois que a denúncia revelou abusos de animais em fazendas na África do Sul.

Em relação ao posicionamento das empresas, além da Gap, o Arcadia Group não comprará mais mohair para nenhuma de suas oito marcas, incluindo a Topshop. Ainda, marcas de vestuário pertencentes como a Zara e as oito submarcas do grupo H&M já afirmaram que não utilizarão mohair até 2020.

Mais da metade do mohair do mundo vem de fazendas de exploração animal na África do Sul. O vídeo denúncia da PETA focou em doze fazendas dentro da indústria de mohair do país. O mohair é feito do pelo de cabras angorá, e é comumente usado em roupas e acessórios.

Investigadores visitaram 12 fazendas entre janeiro e fevereiro deste ano, e descobriram uma série de abusos, incluindo trabalhadores arrastando cabras pelos chifres e pernas, e levantando-as no chão pela cauda, ​​o que poderia quebrar suas espinhas.

Está sendo solicitado que a polícia investigue e processe, conforme apropriado, as violações da Lei de Proteção aos Animais da África do Sul de 1962 realizadas pelas fazendas de mohair.

Em comunicado, a diretora de Assuntos Corporativos da PETA, Anne Brainard, comentou: “As cabras do bebê ficam gritando de dor e medo no chão de corte, tudo por suéteres e lenços de mohair”.

Uma investigação realizada pela organização de direitos animais PETA expôs um vídeo que denuncia fazendas de mohair por maus-tratos a cabras (Foto: PETA)
Uma investigação realizada pela organização de direitos animais PETA expôs um vídeo que denuncia fazendas de mohair por maus-tratos a cabras (Foto: PETA)

“A PETA está pedindo que os compradores verifiquem os rótulos de roupas com cuidado e, se disserem ‘mohair’, deixe-os na prateleira”, incentivou a organização de tratamentos éticos em animais aos consumidores.

A ONG também ressaltou que orelhas das cabras foram mutiladas com alicates. Os trabalhadores, que são pagos em volume, não por hora, trabalhavam rápida e descuidadamente, deixando as cabras cortadas e sangrando.

Administradores das fazendas de mohair admitiram que, após o corte, muitas cabras morrem devido à exposição ao vento e à chuva, e um número chocante de 40 mil mortes de cabras em apenas um final de semana na África do Sul surpreende pela brutalidade.

Além disso, relatos explicam que as cabras não mais úteis para a indústria morrem de formas agonizantes, tendo suas gargantas cortadas ou pescoços quebrados. Outras cabras foram transportadas para um matadouro, onde receberam choques, foram penduradas de cabeça para baixo e mortas através de cortes.


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