SHOW DE HORROR

Safári Phuket, na Tailândia, é palco de maus-tratos a animais selvagens

Um fotógrafo de vida selvagem foi investigar as denúncias de exploração animal no safári, e se deparou com a crueldade intrínseca ao abuso e cativeiro de animais selvagens

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15/04/2018 às 20:30
Por Fernanda Cotez, ANDA

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Em fevereiro, o fotógrafo de vida selvagem Aaron Gekoski visitou o parque Phuket Safari Eco, na Tailândia. Aaron esteve lá com intuito de investigar a razão de comentários negativos que denunciavam a exploração de animais no local pelo TripAdvisor.

Ao chegar ao local, descobriu que macacos e outros animais são forçados a se apresentar para hóspedes. Em entrevista ao The Dodo, Gekoski contou que o local estava repleto de turistas, “principalmente russos e chineses”. E incrivelmente, “dado o estado do local e o tratamento dos animais, algumas pessoas pareciam estar aproveitando os shows”.

O safári Phuket na Tailância é palco de maus-tratos, abusos e exploração de animais selvagens. (Foto: Aaron Gekoski)

O safári Phuket na Tailância é palco de maus-tratos, abusos e exploração de animais selvagens. (Foto: Aaron Gekoski)

O Phuket Safari Eco obriga os animais a se apresentarem o dia todo, e enquanto não estão sendo explorados para entretenimento, são presos e mantidos em pequenas gaiolas de metal, que não têm comida ou água, além de serem privados de movimentarem-se ou de lazer.

O fotógrafo fez registros para enriquecer uma denúncia ao local, mas foi expulso logo após fotografar a situação dos bastidores do safári. “A área onde os animais ficavam presos era imunda e cheia de aparelhos antigos”.

Os macacos, que “estavam bebendo água em recipientes de plástico, claramente estavam muito infelizes”, mas não são os únicos animais explorados no safári da Tailândia. Elefantes também levavam turistas para passeios em suas costas e eram forçados a realizar truques para o público do safári, num claro exemplo de exploração animal.

Imagens de fotógrafo comprovam o sofrimento dos animais em cativeiro no safári. (Foto: Aaron Gekoski)

Imagens de fotógrafo comprovam o sofrimento dos animais em cativeiro no safári. (Foto: Aaron Gekoski)

Para que os elefantes realizem tais ‘truques’, precisam antes passar por um treinamento brutal denominado ‘esmagamento’, em que apanham com ganchos e chicotes até conseguirem obedecer a determinados comandos.

A denúncia do fotógrafo Aaron Gekoski ao Phuket Safári registraram imagens de tortura contra animais selvagens, inclusive elefantes. (Foto: Aaron Gekoski)

A denúncia do fotógrafo Aaron Gekoski ao Phuket Safári registraram imagens de tortura contra animais selvagens, inclusive elefantes. (Foto: Aaron Gekoski)

Gekoski denunciou que “muitos animais são espancados e maltratados e têm seus espíritos quebrados por manipuladores, tornando-os completamente submissos. No entanto, a maioria dos turistas não está ciente do abuso que ocorre ou da má qualidade de vida de muitos animais cativos”.

Cobras, ovelhas e animais domésticos também realizavam performances no safári Phuket. O local, descrito pelo fotógrafo como “imundo e cercado de lixo”, não respondeu aos pedidos de comentários diante da denúncia.

Impunidade

Parques e zoológicos como este safári existem por toda a Tailândia e muitas outras nações asiáticas, e muitos deles obtêm seus animais ilegalmente, categorizando a exploração animal que é, além de contra a lei, cruel.

Em 2014, a Tailândia implementou sua primeira lei de bem-estar animal, que deveria proteger animais contra explorações como essa no safári, porém a legislação nem sempre é aplicada corretamente.

O gerente geral da Wildlife Friends Foundation Thailand (WFFT) (Fundação de Amigos da Vida Selvagem na Tailândia, em tradução literal), Tom Taylor, comentou para o The Dodo: “Esta lei é um passo na direção certa, mas ainda tem muito espaço para melhorias. A WFFT faz campanha há anos contra a exploração de animais no entretenimento, e nós resgatamos centenas de animais de tais lugares. Isso geralmente só é possível se os animais nos foram entregues por seus responsáveis ou se forem confiscados pelas autoridades”.

O Phuket Safari Eco é palco de um show de horrores na Tailândia. (Foto Aaron Gekoski)

O Phuket Safari Eco é palco de um show de horrores na Tailândia. (Foto Aaron Gekoski)

Não é preciso ir tão longe

O famoso caso do Pampas Safari, no Brasil, reforçou o abuso, exploração e crueldade contra animais em locais dessa natureza. O safári, localizado em Gravataí, no Rio Grande do Sul, foi também palco de maus-tratos a animais selvagens.

Uma área de mais de 300 mil hectares contemplava o Pampas Safari, parque que foi desativado em 2017 e, em seguida, foi realizado o assassinato de 20 cervos no local. O local justificou que os animais estavam com turbeculose e por isso teriam que passar pela morte induzida, mas um laudo negou a doença e comprovou o assassinato dos animais selvagens.

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