Uma novo sistema alimentar que coloca frutas, verduras e legumes como componentes principais da pirâmide alimentar está sendo implementado na Bélgica.

Objetivo da mudança é reduzir o consumo de carnes processadas que, além de serem produzidas à base de crueldade animal, também podem causar doenças cancerígenas nos seres humanos.

A mudança é um movimento notável para o Flemish Institute of Healthy Life, organização que desenvolveu o gráfico. Desde 2015, a indústria mundial de carnes tem desconsiderado o anúncio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica carnes processadas como possivelmente carcinogênicas para seres humanos.

Nos Estados Unidos, grupos da indústria da carne fizeram acordo estratégico para impedir que o governo aconselhasse as pessoas a comer menos carne, porém os políticos belgas parecem dispostos a manter uma firme defesa por sua decisão.

O novo sistema propõe mais vegetais e menos carne.
O novo sistema propõe mais vegetais e menos carne. (Foto: Vitacost)

“Queremos deixar claro que não precisamos desses produtos. Nós não os proibimos, mas eles deveriam ser uma exceção a regra”, disse um representante do instituto criador do gráfico.

Especialistas em saúde têm como alvo o sódio como um componente de preocupação extrema. Isso porque o excesso de sódio na dieta tem sido associado ao aumento do risco de vários problemas de saúde, incluindo hipertensão, doenças cardíacas e câncer de estômago.

Nova cadeia alimentar da Bélgica.
Nova cadeia alimentar da Bélgica. (Foto: Flemish Institute of Healthy Life)

A maior parte do sódio que comemos está nos alimentos processados, como batatas fritas, molhos de salada e refeições congeladas. Algumas das empresas multinacionais que fabricam esses alimentos abraçaram a oportunidade de reformular os produtos, mas outras resistem em reduzir a quantidade de sódio que usam.

Outro caminho para consumir todo esse sódio silenciosamente são as carnes processadas como hambúrgueres, pepperoni na pizza e carnes semi-prontas. Essa é uma das razões pelas quais esses alimentos foram destacados para fora da nova pirâmide alimentar da Bélgica.

Nos EUA, o governo atualmente usa um gráfico de pratos ao invés de de uma pirâmide e recomenda que cerca de 25% de sua dieta diária tenha proteínas, mas não oferece muitas sugestões específicas.

Na Hungria, a pirâmide alimentar é descrita como uma “casa de comida” e é igualmente vaga quanto às recomendações de consumo de carne.

O governo belga parece manter formato da pirâmide. Eles também lançaram recentemente uma segunda pirâmide projetada para guiar o país em direção à atividade física recomendada.