Esforços para salvar as lebres da montanha estão em prática


As britânicas lebres da montanha (Lepus timidus) passam por certo perigo na época da primavera: a neve desaparece e os adultos da espécie precisam mover-se, buscando se misturar mais entre o habitat, enquanto sua pelagem cuidadosamente se transforma de branco para marrom.

A primavera é arriscada para as lebres das montanhas, que, para evitar predadores, têm que cronometrar sua mudança de branco para marrom com cuidado (Foto: John Fielding/Creative Commons)
A primavera é arriscada para as lebres da montanhas, que, para evitar predadores, têm que cronometrar sua mudança de branco para marrom com cuidado (Foto: John Fielding/Creative Commons)

As lebres da montanha deveriam já estar mudando de branco para cinza-amarronzado à medida que a época de reprodução começa. Mas nem todas as lebres da montanhas ficam brancas – a temperatura parece ser o gatilho. Na Irlanda, onde neva menos e é mais quente, há uma subespécie que fica quase toda marrom.

Por isso, esforços de conservação já foram acionados. Afinal, os números da espécie na Escócia variam enormemente: além da ameaça climática, caçadores são um temor para a queda dos números de lebres da montanha. Uma contagem está em andamento como o primeiro estágio de um esforço de conservação.

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia, alegou recentemente à Green MSP que a “larga escala de mortes por caça das lebres da montanha estão colocando o status de conservação da espécie em risco e é claramente algo inaceitável”.

Com populações de pico em um ciclo de 10 anos, existem temores para o futuro das lebres da montanha, porque em algumas áreas elas já quase desapareceram.

Ao contrário das lebres e coelhos marrons, a lebre da montanha é uma verdadeira espécie nativa, natural da Escócia. Mas está cada vez mais ameaçada pela mudança climática, pois precisa subir mais alto para encontrar um habitat adequado.


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