Ação por um dia sem carne promovida pelo Brasil é a maior do mundo


O movimento “Segunda Sem Carne” não teve início no Brasil. O país, entretanto, é o que promove a maior ação do mundo atualmente. “Só em 2017 foram 47 milhões de refeições Segunda sem Carne na rede pública”, diz Mônica Buava, gerente de campanhas da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). A ação, que chegou às escolas públicas de São Paulo em 2011, é promovida por meio da Secretaria do Meio Ambiente e abrange outros estados do Brasil.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

A campanha foi criada em 2003 pelo publicitário e filantropo Sid Lerner, nos Estados Unidos, e recebeu o nome de “Meatless Monday” (Segunda Sem Carne, em tradução livre). Com o tempo, a ideia foi copiada por outros locais e hoje está presente em 35 países. No Reino Unido, a proposta é encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney. Na Argentina, o presidente Mauricio Macri criou o “Lunes Vegano” em 2017 e em Gante, na Bélgica, todas as quintas-feiras o cardápio de escolas e órgãos públicos é vegetariano desde 2009.

Apesar de ter começado a ser promovido na rede pública de ensino de São Paulo em 2011, a campanha existe no Brasil desde 2009 e é incentivada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, que convida a população a substituir a proteína animal pela vegetal às segundas-feiras para mostrar que é possível se alimentar bem sem financiar a crueldade e a exploração animal.

De acordo com uma pesquisa produzida pelo Datafolha em 2017, 63% dos brasileiros quer reduzir o consumo de carne e 73% afirma que se sente mal informado em relação à forma como os animais são tratados pela pecuária.

Além da extrema crueldade animal presente na pecuária – que explora, causa dor e mata milhões de animais -, a fabricação de produtos de origem animal é também a maior responsável pelo desmatamento. Emissões de gases de efeito estufa, consumo excessivo de água, poluição do solo e da água por dejetos de animais, entre outras questões, também são de responsabilidade da pecuária.

“Cada refeição conta. Se não conseguir substituir a carne no almoço, faça isso no jantar”, sugere Mônica.

A campeã olímpica de vôlei Fernandinha passou a ser vegana após se interessar pela Segunda Sem Carne. A atleta viu uma publicação em rede social que incentivava a prática da adoção de um dia da semana sem consumir carne e decidiu aderir. Duas semanas depois, ao perceber que era possível se alimentar sem promover crueldade contra seres sencientes, Fernandinha adotou o veganismo.

“Eu adorava carne vermelha mal passada. Hoje, sou fã de bobó de shitake, e a saúde vai muito bem”, diz a atleta, que deixa claro não ter optado por deixar de consumir produtos de origem animal por não gostar de consumi-los, mas por não querer compactuar com o sofrimento dos animais explorados pela pecuária.

Uma das preocupações da SVB é facilitar o acesso da população a alimentos veganos. Por isso, uma consultoria denominada “Opção Vegana” é oferecida a restaurantes de forma gratuita. “Como boa parte da população almoça fora de casa, é importante ter opções nos restaurantes, para elas não se sintam limitando suas possibilidades ao diminuir o consumo da carne”, diz Mônica. “Ao contrário, elas podem ampliar o leque e descobrir novos sabores”, completa.

Outro objetivo da Sociedade Vegetariana Brasileira é por fim ao mito de que a alimentação vegana é cara. “Só se for à base de produtos importados e industrializados, senão, sai mais barato do que comer carne”, afirma. As informações são da Folha de S. Paulo.

Na Comedoria Gonzales, no Mercado de Pinheiros, o chef boliviano Checho Gonzales criou um prato vegetariano que é comercializado a preço promocional às quartas-feiras. “O Brasil tem uma forte cultura de churrascaria. Mais do que o consumo, o problema está na dependência da carne. Essa foi a maneira que encontrei para mostrar que é possível ter uma refeição saborosa e substancial com grãos e vegetais”, diz ele, que afirma estar parando de consumir carne bovina.


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