Tartarugas-marinhas usam campos magnéticos para retornar ao local exato onde nasceram


Um estudo recente constatou que tartarugas-marinhas utilizam campos magnéticos da Terra para memorizar o local onde nasceram. A técnica permite que os animais retornem à área, mesmo décadas depois.

Estudo sugere que as tartarugas-marinhas tenham desenvolvido uma espécie de assinatura magnética de sua praia. (Foto: Kostas Papafitsoros)
Estudo sugere que as tartarugas-marinhas tenham desenvolvido uma espécie de assinatura magnética de sua praia. (Foto: Kostas Papafitsoros)

Mesmo após nadarem por anos e se distanciarem quilômetros da praia onde nasceram, as tartarugas-marinhas são capazes de traçar seu caminho de volta ao seu local de origem, entre uma área de 40 a 80 quilômetros, para criarem seus ninhos nessas regiões.

As tartarugas-marinhas estudadas nadaram durante anos em um circuito gigante de ninhos na Carolina do Norte e da Flórida até o norte da África, mas foram capazes de encontrar o caminho de volta para reprodução.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que tartarugas são capazes de notar a intensidade do campo magnético e identificar seu ângulo de inclinação e o ângulo que as linhas de campo fazem em relação à superfície da Terra.

Já o novo estudo sugere que as tartarugas tenham desenvolvido uma espécie de assinatura magnética de sua praia, através do que é chamado de ‘impressão geomagnética’.

Kenneth Lohmann é professor da Universidade da Carolina do Norte e autor sênior do estudo, que foi publicado na quinta-feira na Current Biology. Em entrevista para o The NY Times, o professor contou: “Esta é uma informação vital se você quiser restaurar as tartarugas marinhas em áreas onde antes viviam antes de serem caçadas até a extinção“.

Ainda, os mesmos conceitos podem ser aplicáveis ​​para restaurar espécies de pássaros e peixes, que também utilizam campos magnéticos para navegação.

As tartarugas-marinhas são capazes de traçar seu caminho de volta ao seu local de origem para reproduzirem-se. (Foto: Auscape - UIG, via Getty Images)
As tartarugas-marinhas são capazes de traçar seu caminho de volta ao seu local de origem para reproduzirem-se. (Foto: Auscape – UIG, via Getty Images)

Lohmann disse que os esforços de conservação de espécies de tartarugas-marinhas nas Bermudas, onde houve tentativas malsucedidas de restaurar populações desses animais que foram extintos há séculos, podem se beneficiar ao considerar essa nova hipótese da impressão geomagnética.

Além disso, as tartarugas podem ser encorajadas a optar por reproduzir sua espécie em praias que o campo magnético dos filhotes seja manipulado, para convencê-los de que nasceram em um local diferente. O estudo atual é baseado em dados genéticos, não em evidências experimentais, mas o Dr. Lohmann disse que um estudo mais definitivo seria desafiador demais para ser realizado.

Tais dificuldades se explicam com base no fato de que as tartarugas-marinhas começam a se reproduzir apenas a partir de seus 20 anos, e apenas um em cada mil filhotes sobrevive para reprodução. Assim, um experimento de grande e longo prazo é inviável e até irreal, disse o cientista.


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