“Ratos virtuais” podem significar o fim dos testes em animais


O Centro Nacional de Substituição, Refinamento e Redução de Animais em Pesquisa (NC3Rs), com sede no Reino Unido, concedeu cerca de 30 mil dólares para pesquisadores da Universidade de Oxford recentemente. O investimento é um incentivo para a continuação de um trabalho que pretende acabar com os testes em animais.

Universidade desenvolve software que age como 'ratos virtuais' para acabar com testes em animais. (Foto: Divulgação)
Universidade desenvolve software que age como ‘ratos virtuais’ para acabar com testes em animais. (Foto: Divulgação)

O software denominado “Virtual Assay” pode ser visto como o mesmo que ‘ratos virtuais’, já que o trabalho realizado pelo programa pode prever como as drogas afetam as células, porém de forma ainda melhor: o sistema simula células cardíacas humanas e promete mais precisão do que testes em animais.

Informações do VegNews explicam que, depois da realização de incontáveis testes, os pesquisadores da Universidade de Oxford chegaram à conclusão que seu software possui uma precisão de análise no efeito de uma droga contra arritmia em 89% das vezes – número surpreendente, já que a mesma análise rende apenas 75% de precisão quando o teste é feito em coelhos.

“As estratégias atuais para a avaliação da cardiotoxicidade dos medicamentos envolvem uma combinação de estudos pré-clínicos usando uma variedade de espécies animais”, disse a pesquisadora Elisa Passini, da Universidade de Oxford, ao jornal Gizmodo.

Ela estima que “esta fase de triagem pode facilmente exceder o uso de 60 mil animais por ano”, e complementa que o software desenvolvido “pode desempenhar um papel importante na substituição”.

Pesquisadores usarão fundos fornecidos pela NC3Rs para aperfeiçoar o software, promover seu uso dentro o campo da medicina e aplicá-lo em novos campos de estudo, como pesquisas de diabetes. O programa também seria de extrema utilidade para avanços contra testes em animais na indústria de cosméticos.


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