Tartaruga que respira pelos órgãos reprodutores corre risco de extinção


A tartaruga Mary River, da Austrália, entrou para a lista organizada pela Sociedade Zoológica de Londres sobre répteis ameaçados de extinção.

(Foto: Chris Van Wyk/ZSL/AFP)

“Estes animais têm órgãos especializados em sua cloaca que processam oxigênio da água em volta”, explicou o cientista Rikki Gumbs da Universidade Imperial de Londres, que participou dos trabalhos de compilação da lista de espécies de répteis ameaçados.

A espécie, que tem características físicas marcantes – como uma espécie de cabelo verde moicano -, é capaz de ficar embaixo da água por até três dias, respirando apenas por meio dos órgãos reprodutores. Além disso, segundo nota da Sociedade Zoológica de Londres, “a tartaruga Mary River leva um tempo excepcional para atingir a maturidade sexual, com indivíduos que não acasalam antes dos 25 anos”.

O nome da tartaruga tem relação com o habitat onde ela vive. Isso porque a espécie, que é nativa da região de Queensland, tem como ambiente natural o rio Mary. O animal não tem pelos e o que se assemelha a “cabelos” é, na verdade, alga. As informações são do portal G1.

“Ela passa tanto tempo submersa que alguns indivíduos acabam cobertos de algas e podem acabar com uns ‘penteados’ verdes impressionantes”, disse Gumbs.

A respeito da lista EDGE of Existence, que catalogou 100 répteis e divulgou as condições de conservação de cada um deles e colocou a tartaruga Mary River em 30º lugar no ranking que analisa o risco de extinção das espécies com base no quão isoladas e únicas elas são, o cientista afirmou que “os répteis costumam ser preteridos quando o assunto é conservação de espécies se comparados com aves e mamíferos. Assim como tigres, rinocerontes e elefantes, é vital que façamos o máximo para salvar estes animais únicos. Muitos dos animais nesta lista são os únicos sobreviventes de linhagens mais antigas”. A publicação, que atualmente foca em répteis, foi criada em 2007 e já abordou anfíbios, aves, corais e mamíferos.

Cativeiro

O departamento de Meio Ambiente da Austrália informou que a diminuição no número de tartarugas da espécie tem relação com a popularidade do animal nos anos 70 e 80, que o levou a ser, lamentavelmente, mantido em cativeiro pelas pessoas.

A destruição do habitat, com construção de barragens, e a venda dos ovos das tartarugas para o mercado de animais domésticos também contribuiu para impactar negativamente a espécie.

Nota da Redação: a ANDA condena a criação de animais silvestres em cativeiro e reforça que tal prática não só colabora para a extinção de espécies, o que é extremamente grave e preocupante, como também condena animais a viverem aprisionados, em ambientes complemente opostos ao habitat deles, longe de outros animais com os quais formam famílias e sendo privados do contato com a natureza e da vida em liberdade, o que é totalmente repudiável e deve ser combatido.

 


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