Égua que foi atropelada três vezes é sacrificada no Rio de Janeiro


A égua explorada pelo Jockey Club que, após uma fuga, foi atropelada três vezes no Rio de Janeiro, foi sacrificada. A justificativa para a execução do procedimento de morte induzida, segundo a médica veterinária Cristina Vieira, foi o quadro de saúde do animal, que sofreu traumatismo craniano, não respondia mais a estímulos e não conseguia levantar. O animal tinha apenas dois anos de idade.

Égua foi atropelada três vezes (Foto: Yuri Apoena/Tv Globo)

De acordo com agentes da CET-Rio, a égua foi atingida por um motociclista e, em seguida, foi atropelada por um carro enquanto corria pela Av. Borges de Medeiros. Por fim, outro veículo a atropelou nas proximidades do Túnel Rebouças.

Mary Happy, como era chamada, foi levada para o Hospital Otávio Diop, localizado no próprio Jockey Club. A necrópsia concluiu que o animal tinha um hematoma atlanto occipital. As informações são do portal G1.

No momento em que fugiu, a égua estava sendo domada novamente. Isso porque ela era covardemente explorada pela hípica, que é conhecida por realizar corridas com os animais, o que, inclusive, incomodava o animal, segundo a própria médica veterinária do Jockey. Cristina afirmou que Mary Happy era mansa e tranquila, mas que ficava estressada quando era colocada no local de partida das corridas.

Nota da Redação: o Jockey Club Brasileiro realiza corridas de cavalos e, portanto, é uma instituição que explora os animais em troca de lucro. A ANDA repudia veementemente qualquer atividade que, travestida de esporte, promova a exploração animal. Um ato no qual não há consentimento por parte do animal, que é forçado a obedecer a comandos, não deve, em hipótese alguma, ser visto como algo pertencente ao ramo esportivo. Estudos comprovam que o peso da pessoa que monta no animal prejudica a coluna do cavalo ou égua e que o freio – colocado na boca do animal – também é prejudicial, já que, ao ser usado, comprime a língua, causando dor. A cela também gera desconforto no animal, já que a pele do cavalo tem muitas terminações nervosas e, sendo assim, é sensível. Desta forma, é lamentável não só o fato da égua ter se acidentado em três atropelamentos, mas também a exploração a qual ela é constantemente submetida, sem ter o direito de viver livremente, realizando as atividades as quais tem interesse ao invés de obedecer ordens.


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