Baleia cachalote morre após engolir 29 quilos de lixo


Uma baleia cachalote foi encontrada morta na costa do sul da Espanha. O motivo: o animal engoliu cerca de 29 quilos de plástico, segundo autoridades do governo.

Cerca de 29 quilos de lixo – incluindo sacolas plásticas, cordas e redes de pesca – foram encontrados dentro do sistema digestivo do mamífero.

Cerca de 29 quilos de lixo - incluindo sacolas plásticas, cordas, redes de pesca e um tambor - foram encontrados dentro do sistema digestivo da baleia cachalote.(Foto: Murcia Regional Government/CARM)
Cerca de 29 quilos de lixo – incluindo sacolas plásticas, cordas, redes de pesca e um tambor – foram encontrados dentro do sistema digestivo da baleia cachalote.(Foto: Murcia Regional Government/CARM)

A baleia cachalote tinha cerca de 10 metros de comprimento, e foi descoberta na região sudeste de Murcia, em fevereiro, segundo um comunicado divulgado pelo governo regional espanhol na última quarta-feira, dia 4 de abril.

Autoridades do Centro de Resgate de Animais Silvestres de El Valle concluíram, após realizarem uma autópsia na baleia cachalote, que o animal havia morrido devido à incapacidade de digerir lixo ou de peritonite, uma infecção no revestimento interno do estômago.

Consuelo Rosauro, diretor-geral do ambiente natural da região, disse, em entrevista ao The Telegraph: “Muitos animais ficam presos no lixo ou ingerem grandes quantidades de plástico no oceano, o que acaba causando sua morte”.

Uma autópsia descobriu 29 quilos de resíduos plásticos no intestino e no estômago da baleia cachalote. (Foto: Murcia Regional Government/CARM)
Uma autópsia descobriu 29 quilos de resíduos plásticos no intestino e no estômago da baleia cachalote. (Foto: Murcia Regional Government/CARM)

As cachalotes são baleias encontradas na maioria dos oceanos do mundo, exceto no alto Ártico. Esses animais preferem águas profundas. São uma das baleias mais fáceis de se identificar no mar.

Estima-se que quase 9 bilhões de quilos de resíduos plásticos acabam nos oceanos do mundo por ano. Em 2017, pesquisadores previram que esse número poderia dobrar até o ano de 2025 caso uma ação rápida não fosse tomada.

A morte do mamífero marinho fez com que as autoridades locais lançassem uma campanha contra o despejo de resíduos de plástico no mar.


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