EUA: população pede fim da crueldade animal em treinamentos militares


Uma publicação militar deu início a um debate sobre ética e exploração de animais em treinamentos militares nos Estados Unidos – uma prática cruel em que milhares de porcos e cabras são vítimas de tiros, facadas e tem seus membros mutilados anualmente – por ser a primeira crítica co-autorizada pelo especialista em métodos laboratoriais Senior Shalin Gala, da organização defensora dos direitos animais People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), em tradução livre “Pessoas Para o Tratamento Ético dos Animais”, e ex-Comandante do Centro Médico Naval, contra o Contra-almirante, Portsmouth Marion Balsam.

Milhares de animais são mortos anualmente em treinamentos militares nos EUA.
Animais são mortos durante treinamentos militares nos EUA. (Foto: PETA)

Um carta enviada em resposta a um estudo controverso que apoia a matança de animais em treinamentos militares, foi publicada na revista internacional oficial da Associação de Cirurgiões Militares dos Estados Unidos (AMSUS). Gala e Balsam observaram que o estudo usou estatísticas falsas, não citando evidências cruéis e defendendo o “treinamento com tecidos vivos” citando seletivamente o trabalho de um pesquisador, mas omitindo que ele concluiu que simulações de pacientes humanos deveriam substituir animais em exercícios de trauma para militares.

Os especialistas também apontam que a Guarda Costeira dos EUA aboliu o uso de animais em treinamento de trauma e que a Agência de Saúde de Defesa dos EUA descreveu esse tipo de treinamento como “defasado”. Eles pedem que os líderes militares tomem medidas para acabar com a crueldade animal em treinamentos militares.

“A evidência claramente favorece a equivalência ou superioridade da simulação de paciente humano em comparação com o treinamento com animais. Esperamos que os líderes militares encerrem esses treinamentos utilizando animais e façam a transição inteiramente para os métodos de treinamento de simulação com pacientes humanos.”

Os americanos querem a proibição de treinamentos de trauma arcaico que envolvam a vida animal. Os pedidos de mudança começaram depois que a PETA divulgou vídeos chocantes de testemunhas oculares que mostram porcos e cabras sendo mutilados nessas ações. Esforços conduzidos pela organização defensora dos direitos animais para substituir seres vivos por simuladores de pacientes humanos de alta tecnologia encontraram amplo apoio, inclusive da população, membros do Congresso, veteranos e membros militares atuais no país.

Além da decisão da guarda costeira de parar a exploração de animais em treinamentos de trauma, o exército norte-americano reduziu significativamente essas ações em tais exercícios e o Departamento de Defesa do país ordenou que todos os ramos militares interrompessem os abusos em seis áreas diferentes de treinamento médico.

Pessoas conscientes reconhecem que a violência infligida aos animais durante treinamentos de trauma prejudica tanto a eles como aos militares. A Lei de Excelência de Batalha através do Treinamento Superior (BEST) Practices Act (HR 1243), que tem apoio bipartidário de 144 co-patrocinadores do Congresso, eliminaria o treinamento com seres vivos e o substituiria por modelos de simulação humana mais eficazes e menos dispendiosos.

Veja o vídeo abaixo em inglês e sem legendas, cenas fortes:


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