Tecnologia da Nasa ajuda no combate à caça de animais ameaçados


A tecnologia usada pela Nasa para estudar estrelas e galáxias fracas pode ser usada para capturar caçadores em uma rara colaboração entre astrônomos e ecologistas: um sistema tecnológico combina drones voadores, imagens térmicas infravermelhas e inteligência artificial para monitorar animais à noite, quando ocorre a maioria da caça de animais ameaçados.

Pesquisadores têm esperança que, no futuro, os drones sensíveis ao calor facilitem ainda mais o rastreamento de animais como rinocerontes e identifiquem caçadores caçando-os sob a escuridão. Em um teste de campo inicial na África do Sul, foram usados para detectar os coelhos ribeirinhos, um dos mamíferos mais ameaçados do mundo, de difícil rastreamento.

O sistema combina drones voadores, imagens térmicas infravermelhas (foto) e inteligência artificial para monitorar e evitar a caça de animais durante o período da noite.
O sistema combina drones voadores, imagens térmicas infravermelhas (foto) e inteligência artificial para monitorar e evitar a caça de animais durante o período da noite. (Foto: Endangered Wildlife Trust/LJMU)

A tecnologia funciona usando um software de inteligência artificial (IA), projetado para distinguir estrelas e galáxias distantes em imagens de espaço que são invisíveis a olho nu. A Nasa utilizou tecnologia similar carregada em suas sondas espaciais para detectar objetos celestes que, de outra forma, acabariam sendo esquecidos por seus cientistas.

Pesquisadores da Universidade John Moores, em Liverpool, trabalharam ao lado de especialistas do Zoológico Chester e do Parque de Safari Knowsley para reprogramar o software usando milhares de imagens de animais.

Em entrevista ao Daily Mail, a cientista do projeto, Dra. Claire Burke, da Universidade John Moores, de Liverpool, disse: “Com câmeras infravermelhas térmicas, podemos facilmente ver animais como resultado do calor corporal, dia ou noite, e mesmo quando estão camuflados em seu ambiente natural”.

Os pesquisadores treinaram o software de IA para reconhecer diferentes tipos de animais em uma variedade de paisagens e vegetação. A equipe também desenvolveu um programa que modela os efeitos da vegetação bloqueando o calor do corpo, permitindo que animais sejam detectados mesmo quando escondidos por árvores ou folhas.

Outras atualizações compensarão os efeitos atmosféricos, o clima e outros fatores ambientais: a maior parte da caça de animais acontece no escuro da noite, dificultando para os guarda-caça localizar caçadores, já a nova tecnologia de drones pode varrer grandes áreas do terreno e monitorar regiões que são difíceis de alcançar, tudo isso sem perturbar os animais.

Imagem térmica de rinocerontes tirada por um drone. A tecnologia pode ajudar contra a caça de animais ameaçados.
Imagem térmica de rinocerontes tirada por um drone. A tecnologia pode ajudar contra a caça de animais ameaçados. (Foto: Press Association)

Em um julgamento na África do Sul em setembro de 2017, os cientistas usaram o sistema para rastrear coelhos ribeirinhos – uma espécie notoriamente evasiva. Descrevendo o julgamento, a Dra. Burke disse: “Os coelhos são muito pequenos, por isso voamos com o drone bastante baixo para o chão a uma altura de 20 metros. Embora isso limitasse a área que poderíamos cobrir com o drone, conseguimos cinco aparições. Dado que houve apenas cerca de mil avistamentos de coelhos ribeirinhos por qualquer um no total, foi um verdadeiro sucesso.”

Em maio, os astro-ecologistas devem realizar mais testes de campo, buscando por orangotangos na Malásia e macacos-aranha no México. Então, em junho, eles planejam fazer uma busca por golfinhos nos rios brasileiros.

“Nosso objetivo é criar um sistema que seja facilmente utilizado por conservacionistas e guardas de caça em qualquer parte do mundo, permitindo que animais ameaçados sejam rastreados, encontrados e monitorados facilmente e que as caças sejam interrompidas antes mesmo que aconteçam”, disse Claire.


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