Foto: PETA

O Jallikattu é uma prática na qual um touro é lançado em uma multidão de pessoas e múltiplos participantes tentam se agarrar às suas costas do touro com os dois braços e se pendurar sobre ele enquanto o touro luta para escapar. Isso inevitavelmente acarreta abusos físicos extremos nos animais e também representa um perigo para os participantes e os espectadores.

A PETA Índia planeja enviar suas descobertas ao Supremo Tribunal para contestar a validade constitucional da Lei de Prevenção da Crueldade aos Animais (Emenda Tamil Nadu, 2017).

Os participantes torturaram os touros com armas afiadas, usaram chicotes, varas e as mãos para agredi-los e puxaram seus rabos para agitá-los e forçá-los a ficar entre uma multidão ameaçadora.

Foto: PETA

Homens puxaram as cordas inseridas no nariz dos animais com tanta força que causaram sangramentos e vários participantes pularam em touros apavorados ao mesmo tempo. Isso faz com que os animais entrem em pânico e acarreta um grave trauma psicológico e dor física.

Alguns touros conseguiram sair da área do evento, ferir os espectadores e matá-los durante a fuga. Muitos espectadores derrubaram os touros e alguns saltaram em suas costas.

As investigações da PETA India, um número crescente de mortes de humanos e touros e um histórico sangrento comprovam que os regulamentos não podem impedir a crueldade cometida contra os animais durante o jallikattu, nem evitar ferimentos ou mortes de participantes e espectadores.

É por isso que a Suprema Corte proibiu a Jallikattu em Maio de 2014, em conformidade com a Constituição da Índia, que exige que todos os cidadãos indianos tratem os animais com compaixão. Além disso, o governo central sancionou a Lei de Prevenção da Crueldade contra Animais, revelou a PETA.

Apesar disso, os eventos jallikattu foram autorizados a prosseguir em Tamil Nadu e já deixam uma nova trilha de carnificina e devastação. Desde a promulgação da Lei de Prevenção da Crueldade contra Animais em 2017, 2.795 humanos e pelo menos 10 touros ficaram feridos e 25 humanos e pelo menos 10 touros morreram devido a essa violência.