CRUELDADE

Investigação expõe o uso descontrolado de drogas pela indústria de corridas de galgos

As corridas de galgos são abusivas e historicamente permanecem relativamente sem controle e são pouco estudadas

Foto: Flickr/KeesMolenar

Diversos ativistas trabalham para conscientizar as pessoas sobre a crueldade da prática e resgatar galgos feridos ou “aposentados”. As campanhas de conscientização pública desses grupos ajudaram a proibir o esporte em 40 estados dos EUA. Porém, as 18 pistas de corrida remanescentes obrigam os cães enfrentarem a exaustão para ganhar as competições. Como cavalos de raça, os galgos recebem drogas para melhorar seus desempenhos.

Foto: Flickr/KeesMolenar

Embora os órgãos reguladores nos EUA realizem testes de drogas em cães explorados em corridas desde a década de 1930, um relatório da Grey2K mostra que o uso de drogas ilegais para melhorar o desempenho dos animais, também chamado de “doping”, ocorre em um ritmo alarmante na indústria de corridas de galgos. O documento diz que o doping é “endêmico” na indústria. De 2007 a 2017, ocorreram em torno de 900 testes positivos para medicamentos e mais de 80 violações relacionadas a drogas.

Infelizmente, as associações que defendem as corridas em vários estados conseguiram evitar a exposição da prática antiética. Por exemplo, a indústria desafia as políticas de testes de drogas com meios legais e alguns estados possuem somente testes de drogas subfinanciados.

Os tipos de medicamentos administrados aos cães variam de relaxantes musculares e anestésicos (utilizados para tratar e esconder ferimentos) a estimulantes e drogas ilícitas.

Dos testes positivos para medicamentos, mais de 70 revelaram exposição à cocaína, um narcótico ilegal que “não tem utilização médica geralmente aceita” em animais de corrida. Ainda assim, as penalidades para as violações relacionadas às  drogas são mínimas: a maioria dos treinadores e pistas recebe multas tão baixas quanto $ 50 por um teste positivo de cocaína. O uso da cocaína pela indústria da Flórida se alastrou em 2017, quando mais de 30 testes positivos foram registrados, revelou o Faunalytics.

Embora o relatório Grey2K recomende reformas políticas para combater o doping, os ativistas lutam para acabar com a exploração dos animais.  Nos EUA, eles devem aumentar a conscientização sobre a crueldade da indústria de corridas de galgos. A divulgação de informações sobre o doping expõe a crueldade do esporte. Incentivar as pessoas a parar de frequentar as corridas é outro modo efetivo que pode ajudar a libertar os animais.