A ação popular contra o extermínio dos cervos do Pampas Safari, movida pela deputada estadual Regina Becker Fortunati, foi extinta pelo juiz João Ricardo dos Santos Costa. A justificativa do magistrado é de que o mesmo tema já é discutido em uma ação civil pública “inclusive mais abrangente”. A ação referida pelo juiz tramita na 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS).

Ação popular que impedia extermínio de cervos é extinta (Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS)

A morte dos cervos foi proibida pela ação popular, agora extinta, impetrada pela deputada no ano passado. Uma liminar concedida pelo desembargador Armínio José Abreu Lima da Rosa suspendeu a proibição, em outubro. Os animais, entretanto, não foram mortos devido a outras ações que tramitam em diferentes esferas da Justiça e que impedem que eles sejam mortos. As informações são do portal Gaúcha ZH.

Em sua decisão, o desembargador lembrou que a morte dos cervos foi uma orientação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devido a uma suposta contaminação por tuberculose.

No entanto, o Pampas Safari se negou a realizar os exames que investigariam a presença ou não da doença nos cervos ainda vivos, devido ao custo. O Ibama, ao acatar a decisão do parque, demonstrou não se importar em matar animais saudáveis, visto que o exame que comprovaria ou não a existência da doença só seria realizado nos animais após a morte, exatamente como foi feito em 20 cervos que lamentavelmente foram mortos. O resultado final dos laudos não detectou a doença e, sendo assim, o Pampas Safari – com respaldo de um órgão que deveria proteger os animais, impedindo a morte dos cervos e propondo tratamento aos que pudessem estar doentes  -, matou cervos, incluindo quatro fêmeas com filhotes, que não estavam infectados pela tuberculose.