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Cães são cada vez mais explorados pela Polícia Militar de Santa Catarina

Os cachorros são treinados de forma anti-natural, que modifica seu comportamento, e correm risco de vida nas operações policiais.

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13/02/2018 às 12:00
Por Redação

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Cachorros têm sido cada vez mais explorados pela Polícia Militar de Santa Catarina. A instituição leva para os quartéis os cães quando ainda são filhotes, com aproximadamente três meses de idade. Desde então, eles passam a ser treinados de forma anti-natural, impedidos de viver uma vida normal e de realizar atividades naturais a eles para serem forçados a obedecer a comandos para servir aos seres humanos.

Cães são explorados pela Polícia Militar (Foto: Divulgação)

Alguns cães são ensinados a farejar drogas e buscar por foragidos, outros para farejar explosivos, pólvora, armas e guarda e proteção. Em todos os casos, quando os cachorros chegam ao fim do treinamento e são colocados em operações policiais, eles têm a vida colocada em risco. Muitas vezes são ameaçados por traficantes, em outras são baleados, se machucam e até morrem.

O sargento Iliberto, do 12º BPM de Balneário Camboriú, afirmou ao portal Notícias do Dia que os cachorros “trabalham” uma média de oito a dez anos. O que é chamado de trabalho pela Polícia Militar, entretanto, não passa de exploração. Isso porque apenas seres humanos podem trabalhar, visto que para realizar um trabalho é preciso que quem irá realizá-lo aceite fazê-lo e receba, em troca, um salário pelo serviço realizado. No caso dos cães, não há consentimento, pelo contrário, eles têm seus hábitos e comportamentos alterados para aprender a realizar comandos, não recebem nada em troca, são forçados a realizar tais atividades por longos anos e ainda correm risco de vida.

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