Estudos confirmam relação entre maus-tratos animais e assassinos em série


O abuso de animais não é apenas uma personalidade duvidosa – é um sinal de desequilíbrio psicológico grave. Aqueles que descontam seus próprios problemas em ‘alvos fáceis’, sua indiferença ao sofrimento de outros se estende para a categorização das vítimas.

Um estudo realizado pela Northeastern University e Massachusetts SPCA descobriu que pessoas que praticam maus-tratos a animais têm cinco vezes mais chances de cometer crimes violentos contra humanos.

Outro estudo, realizado pela Michigan State University ao longo de 21 anos, também faz a conexão. Descobriu que 70% das pessoas que abusavam de animais passaram a cometer outros crimes: cerca de dois terços também agrediram humanos e 100% dos que foram culpados de homicídio sexual tiveram uma história de crueldade com os animais.

70% das pessoas que praticam maus-tratos a animais cometem outros crimes

Esse padrão de comportamento, apesar de ser bem conhecido pela polícia e pelos legisladores, ainda não é levado a sério o suficiente. Uma história de abuso de animais aparece nos registros de muitos dos piores criminosos do mundo. É possível levar em consideração quais atrocidades poderiam ter sido prevenidas se casos de crueldade aos animais tivessem a atenção que merecem.

Mary Bell, britânica que estrangulou duas crianças até a morte enquanto ela mesma ainda era uma, tinha, de acordo com relatórios, feito o mesmo com os pombos.

Thomas Hamilton – responsável pelo massacre Dunblane de 1996, em que 16 crianças e um professor morreram – esmagou as cabeças de coelhos sob as rodas do carro quando ainda era criança.

Robert Thompson – que, junto com seu amigo Jon Venables, matou a criança pequena Jamie Bulger em 1993 – supostamente tirou as cabeças de pombos vivos e exibiu “crueldade notável com animais domésticos”.

Nos Estados Unidos, o assassino em série Jeffrey Dahmer tinha empalhado rãs, gatos e cabeças de cães em palitos.

Reconhecendo o abuso de animais como uma bandeira vermelha associada a comportamentos cada vez mais violentos, estados e municípios em todo os Estados Unidos tomaram medidas para proteger os animais – e os seres humanos – ao propor que ocorrências de maus-tratos animais sejam semelhantes aos de abusos sexuais.

Os números chamam a atenção – o RSPCA investigou cerca de 150 mil queixas de maus-tratos animais em 2016, um aumento significativo de quase 5% no Reino Unido.


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