Brasil e Turquia: ativistas realizam protestos contra o transporte de animais vivos em navios


Divulgação

Aproximadamente 200 ativistas em defesa dos direitos animais realizaram hoje (18) uma manifestação pacífica na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o transporte de animais vivos pelos portos brasileiros.

Divulgação

Os manifestantes se reuniram em frente ao MASP. Com cartazes e a bandeira internacional do veganismo, eles pediram pelo respeito e reconhecimento pelos direitos animais e que este tipo de transporte seja banido dos portos brasileiros.

O protesto foi realizado em conjunto com a Turquia, país de tradição islâmica, que mata animais para consumo através do método halal.

Turquia

Ativistas turcos protestaram simultaneamente em frente ao consulado brasileiro na cidade de Esmirna, região Sudoeste do país. Atos em repúdio ao embarque de animais também foram registrados nas cidades de Istambul e Ancara, capital turca.

Capital turca também realizou ato de repúdio à exportação de animais | Divulgação

Entenda o caso

Em dezembro de 2017, o Porto de Santos voltou a realizar operações de embarque de animais vivos, colocando 27 mil bois em um navio que os levou à Turquia. Em janeiro, outro embarque, desta vez com 25 mil bois, foi realizado. Maus-tratos foram registrados pelos ativistas, nas duas operações, por meio de fotos e vídeos.

Manifestações realizadas por ativistas e ações judiciais – movidas pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), pela Associação de Proteção Animal de Itanhaém (AIPA) e pelo Fórum Nacional De Proteção e Defesa De Animal -, fizeram com que, no segundo embarque, fossem realizadas inspeções técnicas nos caminhões que levaram bois ao porto e no navio NADA, o maior do mundo para o transporte de animais vivos. Além disso, em resposta às ações judiciais, a embarcação foi proibida de seguir viagem e o desembarque dos animais, que deveriam ser levados às fazendas de origem, foi determinado. A ordem judicial que obrigava a retirada dos bois do navio, entretanto, jamais foi cumprida.

Divulgação

Os maus-tratos foram, então, comprovados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santos, que vistoriou os caminhões, e pela médica veterinária Magda Regina que, obedecendo à ordem judicial, esteve na fiscalização feita nas carretas e também adentrou ao navio. O laudo emitido pela veterinária concluiu “que a prática de transporte marítimo de animais por longas distancias está intrínseca e inerentemente relacionado à causação de crueldade, sofrimento, dor, indignidade e corrupção do bem-estar animal sob diversas formas”.

A Minerva Foods, responsável pelos bois nos dois embarques, foi multada pela Prefeitura de Santos em mais de R$ 3,4 milhões por maus-tratos a animais e poluição ambiental.

Laudo técnico evidenciou maus-tratos contra os animais | Divulgação

Apesar dos maus-tratos e das implicações ambientais, o navio seguiu viagem, após o Poder Executivo e a bancada ruralista do Legislativo intervirem, de forma ditatorial, no Poder Judiciário, derrubando a liminar que impedia a saída do navio. Além disso, também devido à intervenção dos poderes Executivo e Legislativo, foi anulada a decisão que proibia a exportação de animais vivos nos portos brasileiros, liberando, novamente, a prática cruel.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

FINAL FELIZ

LEALDADE

COMPROMISSO

ESPECIAL

MAUS-TRATOS

FELICIDADE

TRATAMENTO MÉDICO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>