Porto de Santos: ativistas realizarão ato contra a exportação de animais vivos


Bois sendo embarcados em navio no Porto de Santos em dezembro de 2017 (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Uma manifestação será realizada no próximo domingo, dia 4 de fevereiro, às 14h, em Santos (SP) e visa contar com ativistas e público em geral para dar a esse momento a mesma importância que teve a união de todos os defensores e amantes de animais na soltura dos beagles do Instituto Royal em 2013.

Em meio a um novo episódio histórico e inédito da proteção animal do Brasil – a suspensão do embarque dos bois no Porto de Santos por duas ordens judiciais – uma curiosidade se destaca: a ação estadual foi movida pela ANDA, que tem exatamente as mesmas letras do “NADA” – navio panamense destacado para levar os bois até a Turquia numa exaustiva e cruel viagem de pelo menos duas semanas.

No entanto, ANDA é andar, caminhar rumo a um mundo mais justo para os animais e “NADA”, em espanhol, tem o mesmo significado em português, ou seja, uma situação nula, de vazio e de ausência. Assim, podemos interpretar como um navio que justamente trata os animais como “coisa alguma” podendo sofrer os piores horrores como se “nada” sentissem.

Parece que a ANDA estava predestinada a interferir nesse holocausto animal que tem início com a saída dos jovens bois da fazenda para enfrentarem um transporte conhecido como “boi em pé”, onde não são alimentados e nem têm direito a descanso durante mais de dez horas seguidas.

Divulgação

É esse, por exemplo, o tempo que esses bois que estão no Porto de Santos no momento levaram para chegar até lá oriundos de cidades do Interior como Altinópolis e Barretos. Vídeo gravado por ativistas mostra as patas dos bois mergulhadas num mar de urina dentro do caminhão e alguns deles, vencidos pela fraqueza, jogados no chão.

A advogada Letícia Filpi, da ANDA, brilhantemente levantou todos os quesitos mais bárbaros dessa atividade que, aliás, é totalmente liberada no Porto de São Sebastião, também no litoral paulista e em outros portos pelo Brasil. Além dos maus-tratos aos animais, fartamente documentado pelos ativistas de São Paulo e Santos, há prejuízo ambiental com os dejetos dos bois sendo lançados no mar: “As implicações ambientais de um navio carregado com animais é que esse navio gera efluentes, como sangue, fezes, urina, cadáveres, descarte de seringa, plásticos etc”, explica a advogada.

Em relação aos maus-tratos, a advogada conta que foram anexados à ação imagens que mostram o transporte realizado em ambientes insalubres, escorregadios, cobertos por fezes e urina, além do uso de picanas elétricas para fazer os bois se movimentarem e a presença de animais em plena agonia jogados no chão.

Também foi movida ação civil pública pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal. “Nos longos trajetos percorridos em alto mar, não é possível garantir nem mesmo os requisitos mínimos de bem-estar animal, e muito menos os padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), à qual o Brasil é signatário”, afirma Dra. Patrycia Sato, médica veterinária do Fórum Animal.

Entenda o caso acessando aqui.

Veja detalhes da manifestação marcada para domingo acessando aqui.


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