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Partido ANIMAIS precisa de 500 mil assinaturas para concorrer às eleições

A proposta do partido é de utilizar a política como ferramenta para defender os direitos animais.

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12/01/2018 às 16:00
Por Redação

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O partido político ANIMAIS foi fundado em agosto de 2016, mediante publicação no Diário Oficial, por integrantes de mais de 20 organizações não-governamentais (ONGs) e representantes de 18 estados do Brasil. As exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já foram parcialmente sanadas pelo partido, que fez o cadastro na Receita Federal, a publicação no Diário Oficial e a obtenção de CNPJ, mas falta ainda conseguir 500 mil assinaturas válidas, que devem ser entregues ao TSE, para que o ANIMAIS possa concorrer às eleições.

Partido coleta assinaturas para poder concorrer às eleições (Foto: ANIMAIS)

“Estamos agora na fase final e mais trabalhosa que é a obtenção das 500 mil assinaturas válidas. Queremos chegar a três milhões de fichas de apoio, porque isso seria um excelente sinal de que existe uma massa crítica, uma parcela significativa da sociedade civil que tem interesse genuíno na discussão e defesa dessas pautas que nos são caras, e que se voltam principalmente para a defesa dos animais não humanos”, afirmou o porta-voz Frank Alarcón.

Além de preencher uma ficha de apoio, é possível ajudar também a coletar assinaturas. “A assinatura de qualquer pessoa é importante. Esse apoio não é filiação, quem colabora não tem qualquer compromisso com o partido. Apenas reconhece que o partido tem o direito de atuar como ferramenta política. As pessoas não precisam se preocupar, todos os dados são confidenciais e enviados apenas para o TSE”, explicou Alarcón.

Os dados citados pelo porta-voz do partido são nome completo, número do título de eleitor, zona de votação e assinatura semelhante a do título. Eles devem ser informados de forma correta para que a ficha não seja invalidada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Caso não esteja com o título à mão, o apoiador pode acessar o site do TSE para encontrar os dados pessoais. Isso porque ao fornecer nome completo do titular e da mãe e data de nascimento, o Tribunal Superior Eleitoral fornece o número do título de eleitor e da zona de votação. Além dessa opção, é possível também que o apoiador forneça os dados necessários a lápis no verso da ficha para que a equipe de colaboradores do partido resgate os dados do título de eleitor do apoiador.

As fichas de apoio estão disponibilizadas no site do partido, assim como a Cartilha de Coleta de Assinaturas (CCA), que traz diretrizes de coleta e preenchimento das fichas. Sugestões de abordagem para a obtenção de resultados positivos também constam no portal. As informações são do blog de David Arioch.

“Temos até a metade de 2018 para fornecer as assinaturas. Poderíamos tentar fazer isso até março para termos candidatos concorrendo ao pleito de outubro, porém no momento a nossa atenção está completamente voltada para a conquista das 500 mil assinaturas válidas”, disse Alarcón.

A proposta do partido é conseguir espaço no meio político para propor políticas públicas voltadas aos direitos animais. “Temos uma pauta clara e de fácil compreensão, a ampla defesa de todos os animais nas suas mais diversas representações biológicas. Além disso, estamos realmente focados na proteção do meio ambiente e na implantação de soluções que amenizam o imenso impacto humano causado sobre o planeta. Lembre-se: nós seres humanos também somos animais”, afirmou Alarcón.

A ideia proposta pelo ANIMAIS é aceita não só entre os integrantes da causa animal, mas também por pessoas que não fazem parte dela. “Elas entendem que é justo que um partido animalista também tenha a sua expressividade, espaço de manifestação dentro do cenário político”, justificou o porta-voz do partido.

O partido entende que toda vida tem valor e, sendo assim, tem o objetivo de utilizar os recursos da política para defender todos os animais independente de espécie. “Poderemos colocar em curso práticas que normalmente ONGs não conseguem, como um mandado de segurança junto ao STF [Supremo Tribunal Federal] contra qualquer um dos absurdos relativos à exploração animal que você possa imaginar. É algo que nos dará a possibilidade de expandir a nossa linha de atuação em relação à questão animal e ambiental. Afinal, somos um partido animalista que prega a completa abolição da exploração e do uso animal. Todos nós somos veganos e entendemos os animais como indivíduos”, explicou Alarcón.

Ocupar o espaço político para utilizá-lo como ferramenta a favor dos animais é necessário, segundo Alarcón, para que outros grupos com interesses contrários aos animais não ganhem força. “Devemos nos lembrar que aqueles que não gostam ou não se interessam por política estão condenados a serem governados por aqueles que se interessam. Se nós não tomarmos a frente nessa luta, outros o farão, e são grupos ou interesses contrários aos que temos, que é a defesa de animais não humanos, meio ambiente, enfim, vulneráveis de um modo geral. Se não tomarmos a dianteira e coletarmos as assinaturas que precisamos dentro do prazo estabelecido, estaremos perdendo uma grande oportunidade”, disse o porta-voz do ANIMAIS.

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