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Caçadores forçam cães a atacar animais selvagens acorrentados

Ursos acorrentados e raposas amarradas e amordaçadas, para evitar que reajam, têm sido atacados por cães. Vídeos realizados nas chamadas "estações de iscas" da Rússia mostram o treinamento de cães explorados por caçadores

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12/01/2018 às 06:00
Por Redação

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Eles são ensinados a enfrentar animais selvagens que não podem reagir e há denúncias de que a prática envolve crueldade e tortura gratuita e desnecessária. Em um caso, dois jovens cães enfrentam e mordem uma raposa indefesa com uma focinheira. A treinadora Tatiana Mazunova afirmou que este foi o primeiro encontro dos filhotes de três meses e meio com uma “besta”.

Foto: Getty

Em outro vídeo, uma raposa – também amarrada e com a boca presa – salta para tentar fugir de um cão que a mordeu repetidamente. Dois vídeos mostram ataques de Jagdterriers a texugos indefesos. Uma multidão ria enquanto um treinador agarrava o rabo do texugo exausto e agitava o animal. Lobos, javalis, guaxinins também são usados em estações de iscas. Existem cerca de 200 locais assim em toda a Rússia.

Há concursos anuais para avaliar as habilidades dos cães em confrontar ursos pardos ou outros animais que possuem uma limitada capacidade de ataque porque ficam acorrentados.

Foto: Getty

O grupo de direitos animais Zoo Defense divulgou as imagens porque a Câmara Alta do Parlamento da Rússia vetou as tentativas de proibir a prática após o protesto de caçadores e treinadores de cães.

“Nesses vídeos, você pode ver jagdterriers, fox terriers e huskies desmembrando raposas com focinheiras apertadas e texugos”, alertaram os ativistas.

Os cães são treinados para morder os pescoços de raposas ou animais selvagens para serem explorados em viagens de caça. Um protesto contra a prática, liderado pelo grupo de direitos dos animais VITA, deve ocorrer em Moscou.

O parlamento russo aprovou um projeto de lei que proíbe a crueldade em Dezembro, sendo que 408 deputados manifestaram apoio e apenas cinco se opuseram ou se abstiveram, segundo o Express.

Foto: Getty

Porém, a Câmara Alta Russa, o Conselho da Federação, barrou o projeto de lei, recusando-se a sancioná-lo.

É provável que uma nova proposta resulte na aprovação da lei. O parlamentar Vyacheslav Volodin destacou que o presidente Vladimir Putin apoiou medidas para reprimir a crueldade.

“Uma situação em que o abuso animal é encorajado é inaceitável para nós. Temos o apoio do presidente neste assunto”, declarou.

Isso gerou protestos de caçadores em Moscou, São Petersburgo e Sibéria, exigindo a continuação do uso de animais selvagens como iscas.

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