CONTEÚDO ANDA

Ativistas lutam contra a mutilação de polvos vivos em restaurantes

Aqueles a favor da prática geralmente acreditam na falsa ideia de que os polvos e outros animais marinhos não sentem dor

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13/01/2018 às 08:00
Por Laura Cruz, ANDA

Crédito: PETA

Aqueles a favor da prática geralmente acreditam na falsa ideia de que os polvos e outros animais marinhos não sentem dor. Crédito: PETA

O prato japonês chamado “sannakji”, que envolve cortar polvos e outros animais marinhos ainda vivos, se tornou moda em restaurantes de Nova York (EUA), Los Angeles (EUA), e agora em Toronto (Canadá).

A PETA apresentou uma queixa à SPCA de Ontário, que concordou que os polvos estão protegidos sob a legislação de crueldade contra animais e contataram um dos restaurantes de Toronto.

Esta é a primeira vez que a legislação foi usada para proteger os polvos em restaurantes norte-americanos e é um grande passo para os direitos de invertebrados.

No entanto, os restaurantes ainda estão servindo sannakji.

Aqueles a favor da prática geralmente acreditam na falsa ideia de que os polvos e outros animais marinhos, como os camarões e as lagostas, não sentem dor.

No entanto, isso não é verdade. Uma especialista em cefalópodes, a Dr. Jennifer Mather, afirma que os polvos conseguem antecipar uma situação dolorosa e estressante, e também são capazes de relembrá-la.

“Não há dúvida de que eles sentem dor,” explica ela.

Há também evidências científicas de que os polvos têm capacidade de utilizar ferramentas.

Devido à crueldade disseminada e à falta de conhecimento da população sobre a senciência destes animais, ativistas estão se mobilizando para mudar esta situação.

A plataforma Care2 tem uma petição promovida pela PETA que exige o fim desta prática bárbara e quase 3 mil pessoas já aderiram à causa.