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Deputados lutam contra o incentivo à caça nos EUA

Os deputados enviaram uma carta criticando o Conselho Internacional de Conservação da Vida Selvagem, que defende a caça

Crédito: Trophy Facebook Page
Os deputados enviaram uma carta criticando o Conselho Internacional de Conservação da Vida Selvagem. Crédito: Trophy Facebook Page

Nos EUA, 38 membros do Congresso enviaram uma carta ao Secretário do Interior, Ryan Zinke, solicitando que não fosse estabelecido um conselho para promover a caça.

A carta é um resposta ao anúncio realizado por Zinke em novembro do ano passado de que seria formado um Conselho Internacional de Conservação da Vida Selvagem.

O objetivo do conselho, de acordo com Zinke, seria aumentar a conscientização do público sobre os benefícios causados pela caça de animais por americanos em países estrangeiros.

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De acordo com o Serviço de Peixes e Vida Selvagem, a caça internacional traz benefícios para a conservação de habitats, ajuda no combate à caça, e pode até contribuir para as populações que vivem perto de reservas.

A carta assinada pelos congressistas critica justamente estas ideias. Ela insiste que a caça é uma prática extremamente antiética, além de não ter nenhum valor para a conservação de habitats.

O deputado Don Beyer, um dos autores da carta, escreveu que o objetivo do Conselho Internacional de Conservação da Vida Selvagem não é proteger espécies vulneráveis, mas realizar os desejos de um grupo minúsculo de ricos que passam tempo matando animais selvagens ameaçados por diversão.

Segundo ele, a maioria dos americanos não concorda com a ideia de que, para proteger os animais, é necessário que se incentive a caça.

Já o deputado Grijalva afirmou que o conselho usaria o dinheiro dos impostos dos cidadãos para facilitar a caça de animais ameaçados para os filhos do presidente Trump e outros caçadores ricos.

“Com diminuição das populações de tantas espécies, este não é o momento de incentivar a caça no lugar de outras práticas que realmente protegem os animais selvagens vulneráveis”, disse Cathy Liss, presidente da Animal Welfare Institute em um comunicado.