Protetora ajuda borboleta com asa quebrada a voar pela primeira vez


Infelizmente, Romy perdeu sua mãe para o câncer há vários anos. Antes de falecer, sua mãe lhe disse que seu espírito permaneceria.

Foto: Romy McCloskey

“Ela me disse, ‘Romy, não se preocupe. Sempre que você vir borboletas, saiba que sou eu verificando você para que saiba que estou bem e que eu te amo”, disse Romy ao The Dodo.

Ao invés de simplesmente depender dos encontros com borboletas, Romy quer garantir que o mundo tenha mais delas. Sempre que ela encontra lagartas em seu jardim, ela os deixa em segurança para crescer e metamorfosear a salvo de predadores e outras ameaças. Depois, ela as deixa ir.

Ela já ajudou dúzias de borboletas. Mas, recentemente, uma saiu do casulo precisando de um cuidado extra.

As asas superiores e inferiores da borboleta estavam rasgadas. Embora ela fosse saudável, a doença a impediria de voar e sobreviver sozinha.

Foto: Romy McCloskey

“Eu não conseguiria matá-lo. Pensei que ia mantê-lo dentro e alimentá-lo até ele falecer”, conta Romy.

Ela teve outra ideia. Um de seus amigos soube sobre a situação e enviou-lhe um guia para reparar asas de borboletas. Romy reuniu tudo de que necessitava: uma toalha, um gancho de arame, cimento, palito de dente, cotonete, tesoura, pinça e talco em pó.

Romy tinha mantido o corpo de outra borboleta que não sobreviveu. Assim, ela criaria uma asa de transplante.

Segurando delicadamente sua paciente, Romy cuidadosamente cortou a parte danificada das asas. Embora isso pareça um procedimento doloroso, não é. Cortar as asas prejudicadas para fazer reparos é como fazer um corte de cabelo.

Em seguida, usando o máximo de cuidado e precisão possível, ela colou as partes da asa de transplante. O talco assegurou que qualquer aderência indesejada ao redor das bordas seria diminuída conforme secava. Com isso, a borboleta parecia nova.

Foto: Romy McCloskey

Após um dia de descanso e de receber néctar fornecido por Romy, chegou o grande momento da borboleta. Pela primeira vez, ela foi capaz de usar as novas asas.

“Eu estava nervosa por ele, mas o incentivei como se um filho aprendesse a andar de bicicleta. Fiquei surpresa e aliviada por vê-lo fazer a primeira volta ao redor do quintal”, diz Romy.

Após a volta inicial, a borboleta pousou em um galho. “Quando ele pousou, pensei que teria que levá-lo de volta. Porém, assim que eu estava prestes a alcançá-lo, ele continuou. Eu me senti muito feliz. Feliz não descreve adequadamente isso. Não tenho outras palavras”, acrescenta.

As borboletas sempre terão um significado especial para Romy devido ao conforto que lhe oferecem – por isso é justo que ela retribua. Quando ela faz isso, o mundo se torna um lugar mais belo.

“Com cada uma que liberto, eu lhes digo que as amo e desejo-lhes sorte na jornada”, conclui.


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