Crueldade: preguiças são retiradas de habitat e submetidas a exames por pesquisadores


Mais uma vez pesquisadores interferiram na natureza para realizar estudos. Quatro de nove bichos-preguiça que habitam a Praça Tiradentes, no município de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, foram retirados do local para serem submetidos a exames.

Quatro preguiças foram submetidas a exames (Foto: Ronnie Vagner Caldas Araújo/Arquivo pessoal)

O objetivo era colher o sangue das preguiças, segundo a médica veterinária Lídia Roedel Hinkelmann. “Como eu já estou acostumada às preguiças, eu me voluntariei para colher o sangue delas. Mas o procedimento já foi feito e elas já foram devolvidas à praça”, disse. Os exames serão avaliados por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Militares foram os responsáveis por retirar as preguiças das árvores. “Fomos solicitados para recolher esses animais para passarem por exames. Alguns estavam em pontos muito altos e não foi possível chegar até eles. Mas capturamos três preguiças adultas e um filhote, que ficaram sob os cuidados da veterinária”, explicou o soldado Wesley Oliveira.

A veterinária conta que quando se mudou para o município, em 1986, viviam no local 40 preguiças. Hoje são apenas nove. De acordo com ela, a razão para a queda no número da população de bichos-preguiça na cidade foram os cruzamentos consanguíneos e também a esterilidade em alguns machos causada por uma mutação genética descoberta lamentavelmente após pesquisas as quais os animais foram submetidos pela USP.

A presença de poucas fêmeas no grupo é outro motivo para a diminuição no número de animais. Dos nove bichos-preguiça atuais, apenas duas são fêmeas e há também um filhote de sexo não identificado.

As preguiças que moram na praça se alimentam de brotos de oiti, espécie arbórea comum no local.

“Algumas pessoas jogam pipoca, mas eles nem comem, porque se alimentam de plantas mesmo. Só não aconselhamos a pegar nas preguiças quando elas descem das árvores, porque o cheiro do ser humano fica na preguiça e pode causar estranhamento e isolamento desse animal no restante do grupo”, concluiu a veterinária.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

SINERGIA

MAUS-TRATOS

PROTEÇÃO ANIMAL

INESPERADO

ASCENSÃO

GRATIDÃO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>