Investigação revela o sofrimento de búfalos explorados em corridas


Foto: PETA

Após as descobertas, a PEYA procurou a Suprema Corte da Índia para pressionar que o Decreto de Prevenção da Crueldade aos Animais (Emenda de Karnataka), de 2017 – que permite que a kambala e outras corridas de boi sejam realizadas – seja colocado em prática. Os búfalos foram espancados e agredidos com varas de madeira e tiveram seus rabos puxados.

Alguns exibiam marcas em seus quadris e ferimentos com sangue, indicando que foram espancados antes da corrida. Os animais que terminaram a corrida espumaram pela boca e salivaram muito, exibindo acelerados ritmos de respiração e demonstrando que a corrida não é natural para eles e extremamente difícil para seus corpos.

Os animais que hesitavam em participar da prática foram empurrados, agredidos, puxados por meio de cordas colocadas no nariz e arrastados para o ponto de partida.

Foto: PETA

Grupos compostos com cinco a seis pessoas obrigaram os animais a assumirem suas posições no hipódromo. Alguns resistiram e se deitaram, mas foram forçados a se levantar. Muitos tinham duas ou três cordas de 2 a 2,5 centímetros de espessura no nariz, que foram inseridas por meio do septo nasal, o que fez os animais experimentarem um extremo sofrimento.

Em 7 de Maio de 2014, o Supremo Tribunal decidiu que os búfalos não são anatomicamente adequados às corridas e que práticas inerentemente cruéis como a kambala – que faz com que os animais sofram e sintam medo – não podem ser realizadas para promover uma tradição e cultura.

Foto: PETA

Esta é a intenção declarada da Portaria de Prevenção de Crueldade contra Animais (Emenda de Karnataka), 2017, mas a realização das corridas ainda é permitida.

Embora o gabinete do Presidente indiano Ram Nath Kovind tenha considerado anteriormente a alteração da medida aprovada pela Assembleia Legislativa de Karnataka, o governo adotou um decreto sem a devida consideração e a PETA frisou em seu site que isto é inconstitucional.

Em 3 de Junho, o decreto recebeu a aprovação do Presidente. Em 18 de Julho, ele foi promulgado pelo governador de Karnataka e, em 20 de Julho, foi publicado. Inúmeros outros eventos de kambala foram agendados entre Novembro e Março do próximo ano e atualmente são permitidos pela regulamentação que ativistas tentam reverter


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