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Projeto monitora botos via satélite para traçar estratégia de conservação

O projeto, realizado no Brasil, na Bolívia e na Colômbia, vai monitorar, inicialmente, 15 animais, sendo cinco em cada país.

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07/12/2017 às 12:00
Por Redação

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Botos estão sendo monitorados via satélite em rios do Brasil, da Bolívia e da Colômbia. A iniciativa, de organizações não governamentais, tem o objetivo de coletar informações a respeito dos animais, dentre elas a distribuição da espécie no bioma amazônico, para traçar estratégias eficazes de conservação.

Projeto monitora botos via satélite (Foto: Divulgação)

A organização WWF é quem lidera o projeto no Brasil. Por meio de drones, a entidade tem trabalhado desde o início do ano para estimar as populações locais de boto.

O especialista em conservação do programa Amazônia do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira, afirma que o monitoramento é importante porque permite revelar dados sobre a distribuição das populações, a genética da espécie e o impacto sofrido por ela com as construção de barragens.

“É a primeira vez que se rastreiam os botos por satélite. Atualmente, sabe-se que esses animais estão ameaçados, mas todo o conhecimento sobre eles tem por base dados pontuais. Sabemos muito pouco sobre o comportamento, o habitat e a distribuição”, explica Oliveira.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) é uma das instituições que integram o projeto internacional. A cientista do IDSM, Miriam Marmontel, explica que a intenção do estudo é “ter uma ideia geral da saúde desses animais e de seus padrões de deslocamento. E verificar como esses grupos de botos serão afetados pela proximidade das hidrelétricas que estão previstas para esta região”.

O projeto vai monitorar, inicialmente, 15 animais, sendo cinco em cada país. Todos eles são das espécies Inia geoffrensis e Inia boliviensis, duas das quatro existentes na Amazônia.

Um equipamento chamado tag é colocado na nadadeira dorsal do boto. Quando o animal emerge à superfície, colocando a nadadeira para fora da água, o dispositivo envia sinais ao satélite.

Segundo Oliveira, “o satélite tem sido acionado de três a quatro vezes por dia” e a bateria do dispositivo tem duração de até sete meses.

Após os primeiros testes, os pesquisadores pretendem aumentar o número de botos monitorados até 50.

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