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Número recorde de mortes de cavalos revela a crueldade da indústria de corridas

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As mortes despertaram a indignação do público e foi informado que as condições da pista de corrida fizeram com que cavalos escorregassem ou caíssem.

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De acordo com o The Holidog Times, os quatro cavalos, que faleceram entre 17 e 19 de Novembro, tinham entre quatro e nove anos. A égua Glenmona, morreu devido a lesões causadas na competição enquanto os outros três foram mortos após serem examinados por veterinários.

O primeiro cavalo que faleceu, Counter Shy, foi explorado em uma corrida de obstáculos e o segundo, Need-To-Know, escorregou ao ter contato com o solo e lesionou a perna traseira. Já a égua Glenmona tropeçou e o cavalo London Pride, de seis anos, sofreu uma queda grave após saltar obstáculos em uma descida, caindo sobre a cabeça e torcendo o pescoço.

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Os acidentes aumentaram o número de animais mortos em Cheltenham para 11 neste ano, o que supera as 10 mortes registradas na pista em 2016. Os jockeys alegaram que a pista era instável e pantanosa e culpam essas condições pelo trágico destino dos animais.

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Embora os organizadores da corrida reconheçam que o clima alterou a qualidade da pista, eles negam qualquer responsabilidade pelos acidentes.

Para Dene Stansall, consultora da organização Right Animal Aid, o verdadeiro problema é evidente: “Depois de cenas impossíveis de ver de cavalos caindo e ficando feridos e quatro jovens cavalos inocentes mortos no final de três dias de corrida, as perguntas devem ser respondidas e as pessoas são responsáveis por esse notório abuso dos animais. A British Horseracing Authority e Jockey Club Racecourses não podem mais justificar a morte de cavalos como ‘acidentes’ ou se esconder atrás de estatísticas fracas e patéticas como eles costumam fazem”.

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A Animal Aid tem pressionado para que a pista de corrida seja fechada. A investigação da organização sobre corridas de cavalos afirma que cerca de 200 animais morrem na pista anualmente enquanto aqueles que não são mais explorados nas competições são enviados para o matadouro porque perdem seu “valor”.

Há muitos anos, grupos direitos animais denunciam os horrores que sofridos por cavalos forçados a competir. Um artigo publicado no New York Times em 2012 estimou que cerca de 20 cavalos morrem semanalmente em corridas nos EUA, principalmente devido a overdoses de drogas, usadas para aumentar a performance.

As incidências de crueldade envolvendo esses animais são generalizadas. Uma investigação realizada pela Peta em 2014 acusou famosos jockeys norte-americanos de, entre outros abusos, usar choques elétricos para forçar os animais a correr mais rápido.