CONTEÚDO ANDA

Delegacia Eletrônica de Proteção Animal completa um ano

Cães acorrentados, animais sem água, comida e abrigo, tráfico de animais silvestres, abandono, matadouros ilegais e muitos outros crimes de maus-tratos podem ser denunciados na DEPA – Delegacia Eletrônica de...

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12/12/2017 às 07:30
Por Fátima Chuecco*

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Cães acorrentados, animais sem água, comida e abrigo, tráfico de animais silvestres, abandono, matadouros ilegais e muitos outros crimes de maus-tratos podem ser denunciados na DEPA – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal, a primeira do gênero no país e que acaba de completar um ano de existência.

Divulgação

Com a DEPA cria-se um atalho direto entre o cidadão e a polícia, poupando as pessoas de ir a uma delegacia e recebendo denúncias, inclusive com fotos e vídeos, via internet e até mesmo pelo celular. A DEPA entrou em funcionamento em dezembro de 2016 e mais de 6 mil denúncias foram registradas até o momento. Desse total, 1.245 investigações já foram concluídas.

“A criação da DEPA foi uma forma de dar voz aos animais. Há muito mais relatos de casos de maus-tratos nas redes sociais do que nas delegacias de polícia. Por falta de tempo, medo de represálias de vizinhos ou receio de não receber a devida atenção numa delegacia, as pessoas desistem de denunciar os maus-tratos a animais. Mas com a DEPA esse panorama mudou e, além disso, os denunciantes podem manter seus dados pessoais em sigilo”, comenta o deputado estadual Feliciano Filho, autor da lei 16.303/2016 que institui a DEPA.

No entanto, é preciso lembrar que diante de um ato de crueldade grave, que necessite de uma ação imediata, é a Polícia Militar que deve ser acionada pelo telefone 190. A DEPA deve ser utilizada em casos já consumados ou de ação de maus-tratos contínuos, onde o animal não corre risco eminente de vida ou grande sofrimento, como, por exemplo, animais mantidos sob condições inadequadas de manutenção e higiene etc.

A Delegacia Eletrônica proporciona agilidade nas denúncias e nas averiguações de crimes contra animais, tais como: tráfico, comércio proibido, criação clandestina, abatedouros ilegais, empresas que fazem testes ilegais em animais, espancamento, abandono, negligência (animais sem água ou comida, com corrente curta etc), envenenamento ou qualquer outro ato previsto em lei e tipificado como crime.

Após o registro da denúncia, a Secretaria de Segurança Pública de SP tem até dez dias para dar um retorno sobre o caso. É feita uma análise da ocorrência e, caso a denúncia seja validada, a mesma é encaminhada para a unidade policial responsável. Podem ser feitas denúncias de casos de maus-tratos observados na internet ou redes sociais, mas é necessário enviar as páginas e o máximo de detalhes para uma possível investigação.

São Paulo é a caixa de ressonância do país e muitos projetos aprovados no Estado acabam tendo um alcance até mesmo nacional. No último ano, projetos de Delegacias Eletrônicas de Proteção Animal já foram protocolados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Minas, Paraíba, Bahia, Amapá, Maranhão e Pernambuco.

Também foi aprovada na Câmara dos Deputados a criação do Sistema Federal de Proteção Animal (SIFEPA) e da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA), para a prevenção e repressão de infrações criminais e administrativas contra animais. A proposta é inspirada na Lei 16.303/2016 que instituiu a DEPA em SP.

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

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