CONTEÚDO ANDA

Campanha cobra ação do poder público contra febre amarela silvestre

Os idealizadores da campanha afirmam que mais de 100 macacos foram encontrados mortos apenas na última semana.

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06/12/2017 às 19:00
Por Redação

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A campanha “Um sonho de bugio”, idealizada por moradores do município de Mairiporã, interior de São Paulo, está cobrando providências do poder público em relação ao crescente número de macacos mortos pela febre amarela silvestre.

Macacos estão sendo dizimados pela doença (Foto: Divulgação)

Os dados divulgados pela Prefeitura, que indicam 22 mortes pela doença, são contestados pelos moradores, que afirmam que mais de 100 corpos de macacos foram encontrados apenas na última semana. Os ativistas afirmam que a Defesa Civil do município não recolhe todos os corpos.

“Tem lugar que as pessoas reclamam que já não aguentam o cheiro. Não tão recolhendo. Tem uma viatura única, que não dá conta”, afirma Adriana Homem, idealizadora do projeto.

Para a campanha, que teve início no final de novembro, os moradores confeccionaram e distribuíram camisetas para chamar atenção para o problema, além de terem produzido vídeos informativos sobre contaminação e como agir ao encontrar um macaco morto. Segundo Adriana, os funcionários da Defesa Civil “não informam a população, não dão informações básicas para quando a pessoa encontrar um animal morto”, e por essa razão os ativistas é que estão “fazendo uma cartilha de como agir” nestes casos.

Por ser a cidade com maior concentração de Mata Atlântica da Grande São Paulo, Mairiporã conta com uma grande população de macacos. A queixa dos moradores do município é de que a vacinação em humanos contra a febre amarela foi feita, enquanto os macacos foram esquecidos.

“Moro aqui há 20 anos e isso nunca aconteceu. Já perdemos mais de 250 animais, segundo informações que obtivemos com a comunidade. Semana passada, só no meu condomínio, foram seis animais mortos. Só aqui dentro. Imagine em uma área maior, como a da Cantareira”, disse a professora Elcinei Spinelli, que também está envolvida na campanha.

Adriana lamenta o fato do poder público não ter tomado nenhuma atitude efetiva para impedir a morte dos macacos. Segundo ela, ações preventivas poderiam ter sido feitas, já que “eles sabiam da epidemia e não mexeram nenhuma palha para a prevenção”. A proporção que a situação tomou incomoda a ativista, que se compadece com o sofrimento dos macacos. “Olha o absurdo que chegamos pelo descaso do Governo do Estado”, afirmou.

Procurado pelo portal G1, o governo estadual afirmou estar realizando um “projeto de monitoramento de Ocorrência de Primatas em 19 municípios e o monitoramento de 15 grupos de Primatas nos Parques Estaduais da Cantareira e Alberto Löfgren”.

Moradores estão acostumados a conviver com macacos (Foto: Elcinei Spinelli/Arquivo Pessoal)

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, “permanece sendo feita a varredura nessas áreas para encontrar animais mortos, com o apoio do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar e da Polícia Militar Ambiental”.

A respeito do não recolhimento dos corpos dos macacos mortos, a administração municipal disse seguir o cronograma de chamadas ao Centro de Controle de Operações (CCO). “Para as ligações recebidas entre 8h e 16h, a recolha dos primatas será na mesma data (inclusive aos finais de semana). Fora desse horário, a retirada será feita no dia seguinte”, declarou.

Segundo a Prefeitura, pelo menos 90 corpos de macacos já foram recolhidos, mas o número, que necessita ser atualizado, pode ser maior. Ainda de acordo com a municipalidade, “a Secretaria Municipal de Saúde adotou este sistema de chamadas exclusivamente para o CCO exatamente em razão de desencontro de informações. O que pode ter atrasado o período de retirada dos macacos mortos. Além, evidentemente, da alta demanda”.

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