“Não deixe o cão sozinho”, diz veterinária sobre fogos do Ano Novo


Cachorros não devem ser deixados sozinhos durante as festas de Ano Novo, especialmente aqueles que têm fobia a fogos de artifício. Isso porque a presença do tutor traz mais segurança ao animal, amenizando o sofrimento vivido por ele devido ao barulho das explosões.

(Foto: Divulgação)

A veterinária Rita Ericson deu dicas para proteger os cães durante esse período. Além disso, ela fez também um apelo. “Eu primeiro gostaria de pedir que as pessoas não soltassem fogos”, disse Rita, preocupada com o bem-estar dos animais.

“O ideal, para o animal é que fóbico, que tem medo grave de fogos, é fazer um tratamento que dura seis meses. Emergencialmente, já que estamos em cima da hora, é não deixar o cão sozinho. Eu sei que muita gente quer sair na noite de Réveillon, mas para um animal que é fóbico isso é muito sofrido”, recomendou a veterinária em entrevista ao programa Encontro com Fátima Bernardes.

Além de não deixar o cachorro sozinho, Rita afirmou que é importante também estar no mesmo ambiente que o animal, fechar a casa o máximo possível e manter o ar condicionado e/ou ventilador ligados para promover um barulho familiar ao cão.

Colocar um som para que o cachorro se distraia e não foque no barulho dos fogos também é uma opção válida. Mas “não adianta colocar música clássica se o cachorro não está habituado a ouvir música clássica”, alerta a veterinária.

Outra dica, segundo Rita, é permitir que o cachorro se esconda, caso ele tenha vontade de fazê-lo. A veterinária lembra que há tutores que não deixam que o cão tente se esconder, o que é uma atitude errada. “Tem gente que vai para o extremo de brigar com o cachorro, o que é um absurdo. Ele já está com medo, não vai adiantar nada.”, diz.

A médica veterinária afirma ainda que há cachorros que ficam procurando ajuda, mas “não convém consolar”. Isso porque eles podem achar que o tutor está elogiando o comportamento medroso e assustado dele. “Deixa ele se esconder, se ele quiser ficar atrás de você tudo bem, mas não precisa ficar conversando e fazendo carinho”, conclui Rita.


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