Intoxicação alimentar em animais cresce durante festas de fim de ano


O número de animais com intoxicação alimentar cresce 40% durante as festas de fim de ano devido à fartura de alimentos que podem ser consumidos por humanos mas que fazem mal à saúde dos animais. É o que afirma a médica veterinária Ana Cláudia Braga.

Animais inspiram mais cuidados durante as festas de fim de ano (Foto: Divulgação)

“Outro hábito comum nas festas de fim de ano é dar aos animais os restos da ceia. Os nossos alimentos contém gordura e sal acima do indicado para os animais. Mas o pior de tudo são os condimentos presentes nesses pratos, pois eles irritam o sistema digestivo dos animais causando problemas como vômitos, diarreia e úlceras, dentre outras complicações”, explica Ana.

A veterinária lembra dos riscos oferecidos aos animais pela uva. “É muito perigoso dar restos de comida da ceia para os animais. A uva fresca e uva passa são tóxicas para os animais, podendo causar insuficiência renal. Os principais sintomas após a ingestão de uva ou uva passa são vômitos, diarreia, alterações de comportamento e, em casos mais graves, a lesão nos rins”, diz.

O chocolate também é um produto proibido. A presença dele é intensificada nas festas de fim de ano e um único pedaço pode afetar a saúde dos animais. “O chocolate é o vilão número um dos cães e gatos. Nele está presente a teobromina, substância tóxica que não é metabolizada pelo organismo dos animais, causando intoxicação grave”, afirma a veterinária em entrevista ao G1.

No período de festas de fim de ano é importante estar atento também aos acidentes domésticos e aos fogos de artifício, que assustam os animais.

“Os gatos gostam de brincar com bolinhas e às vezes até derrubam as árvores de Natal. Também tem a questão da energia elétrica, que nas luzes a tensão pode ser baixa, mas na tomada é mais alta e pode causar choques”, alerta.

Os fogos, que causam verdadeiro desespero nos animais, podem ocasionar fugas por medo e até paradas cardíacas que, em alguns casos, levam à morte. “O recomendado é que o tutor fique com seu animalzinho para acalmá-lo. Se preciso coloque em um ambiente mais tranquilo, feche as portas e janelas e coloque uma música ambiente. Neste período também é recorrente o número de fugas devido ao estresse que eles passam”, conclui Ana Cláudia.


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