Gorila abandona a família e arrisca a vida para proteger bebê


Pasika tornou-se mãe de Mashami, que nasceu em Março deste ano. De repente, tudo mudou quando o líder masculino do grupo de Pasika, morreu. As fêmeas do grupo se separaram e juntaram-se a outros grupos que ainda tinham um líder.

Foto: The Dian Fossey Gorilla Fund

 

O bebê de uma mãe gorila foi assassinado quando se juntou a um novo grupo – algo que ocorre frequentemente com diversos mamíferos sociais para que o novo líder imponha seu domínio.

“Normalmente, os gorilas da montanha como Pasika passam toda a vida vivendo em grupos e dependem do homem adulto – chamado de silverback – para proteger os jovens”, explicou Dian Fossey, do Gorilla Fund (DFGF) em um comunicado.

“Se o silverback morrer, o grupo pode permanecer junto se existir outro macho que possa assumir liderança, se não, as fêmeas irão imediatamente para outro grupo. Nunca vivem completamente por conta própria – até agora”, acrescentou, segundo o The Dodo.

Pasika decidiu não se juntar a outro grupo e tem tentado sobreviver sozinha na natureza ao lado de seu bebê.

“O que a mãe Pasika está fazendo ressalta a grande empatia, inteligência e adaptabilidade dos gorilas da montanha”, escreveu o DFGF. “É claro que a Pasika reconhece os riscos que a transferência [das famílias] impõe para o bebê e está evitando fazer isso com extrema determinação”, completou Fossey.

Foto: The Dian Fossey Gorilla Fund

Os pesquisadores, que às vezes chamam a mãe de “mulher maravilha” temem pela pequena família. Os gorilas Silverback geralmente fornecem a proteção necessária para mães e bebês, e por isso ninguém sabe quanto tempo Pasika poderá assegurar isso.

Há pessoas que a observam com Mashami. A equipe do DFGF frequentemente vê a dupla na natureza e ambas parecem estar bem.

“Ainda há muito para aprender sobre um dos nossos parentes vivos mais próximos”, observou Tara Stoinski, presidente e CEO e diretora científica do DFGF.

“Pasika mostrou-nos que esses feitos de bravura não são limitados à nossa própria espécie e também reforça o que todos sabemos ser verdade para nós humanos: neste mundo, não existe nada tão poderoso como o amor de uma mãe por seu filho”, concluiu.


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