Nova chance: cão com deficiência sentenciado à morte é adotado


Picasso é um cão que pode ser considerado um exemplo do quão errado é explorar animais para reprodução. Ele nasceu em um criadouro clandestino onde cachorros eram comercializados e, por ter sido considerado inapto para a venda devido a uma deficiência em seu focinho, ele foi levado pelo criador para um abrigo com a intenção de que fosse sacrificado.

Picasso nasceu com uma deficiência no focinho (Foto: Reprodução / Caters News Agency)

Além de Picasso, outro cão também foi levado para ser submetido à morte induzida. Isso porque ele havia sido comprado e devolvido em seguida.

O tratamento dados aos dois evidencia a visão de quem comercializa animais, que são considerados objetos pelos criadores, isso porque apenas um objeto pode ser vendido. E é justamente por tratar os animais como mercadorias que, na existência de algum problema de saúde ou até mesmo na ausência da compra ou no ato da devolução de algum animal, existem criadores que abandonam, maltratam ou solicitam o procedimento de morte induzida.

Mesmo tendo saúde e vontade de viver, os cachorros foram colocados na fila para serem sacrificados. Mas de lá foram salvos pela organização Luvable Dog Rescue.

A deficiência de Picasso não o impede de ter qualidade de vida (Foto: Reprodução / Luvable Dog Rescue)

A intenção da entidade era resgatar Picasso, mas como ele já estava bastante apegado ao seu irmão, chamado Pablo, os dois foram levados ao abrigo. Alguns meses depois, entretanto, Pablo morreu em decorrência de um aneurisma cerebral.

A ausência do irmão deprimiu Picasso. A tristeza que o cachorro demonstrava sentir, no entanto, fez com que uma pessoa percebesse que deveria adotá-lo para, então, mudar a vida dele, trazendo novamente alegria para ele. As informações são do Portal do Dog.

Liesl Wilhardt levou Picasso para casa, onde ele passou a conviver com outros nove cães resgatados. “Eu simplesmente me apaixonei por ele assim que o vi. Eu amo tanto esse menino e ele teve um uma vida difícil até agora. Quero que o resto da vida dele seja incrível”, disse Liesl.

Liesl Wilhardt, a nova adotante de Picasso, já convivia com ele e com seu irmão, Pablo, antes de decidir adotá-lo (Foto: Reprodução / Caters News Agency)

A nova tutora do cão conta que ele é muito especial e tem um temperamento excepcional. “Eu decidi trazê-lo para a minha casa e integrá-lo ao meu grupo de cães. Eu não podia encarar o pensamento de ele estar sozinho”, afirmou.

A deficiência que Picasso tem, segundo Liesl, não impede que ele tenha qualidade de vida. “A mandíbula de Picasso acabou ficando torta. Os veterinários dizem que ele não sofre com isso. Às vezes, isso dificulta sua alimentação, mas fora isso, ele está bem”, concluiu.


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