Extinção

Nova espécie de orangotango é descoberta em ilha na Indonésia

Animais estão em risco devido a caça e exploração indevida de seu habitat

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04/11/2017 às 13:00
Por Redação

Nova espécie de orangotango encontrada na Indonésia – REUTERS

Um grupo de cientistas identificou uma nova espécie de orangotangos na ilha de Sumatra, na Indonésia, ao analisar uma pequena população de grandes primatas que vive na floresta de Batang Toru, ao norte da ilha. Os pesquisadores disseram que os animais têm diferenças genéticas, esqueléticas e dentárias em relação às outras duas espécies conhecidas de orangotangos.

Os cientistas agora estão preocupados com o futuro do grupo de animais estudado. Os orangotangos são a terceira maior espécie de primata no mundo, atrás apenas dos gorilas e dos seres humanos. Os pesquisadores chamaram a nova espécie de orangotango Tapanuli, com nome científico de Pongo tapanuliensis. As outras duas espécies, já conhecidas, são o orangotango do Bornéu e o orangotango da Sumatra.

“Não restam mais de 800 orangotangos em três áreas fragmentadas da floresta. Além de ameaças como a caça por humanos, áreas significativas onde os Tapanuli ficam estão seriamente ameaçadas pela conversão do habitat para agricultura em pequena escala, exploração de minério, um projeto de hidrelétrica de grande escala, desenvolvimento geotérmico e plantações agrícolas “, disse o biólogo Matthew Nowak, do Programa de Conservação de Orangotangos de Sumatra.

Orangotango significa “pessoa da floresta” nos dialetos indonésios e malaios. Trata-se do maior mamífero arbóreo do mundo. Esses animais se adaptaram para viver em árvores, com braços mais longos que pernas. Eles são mais solitários do que outros hominídeos, dormindo e comendo frutas no interior da floresta e balançando de ramo em ramo.

“É muito emocionante poder descrever uma nova espécie de hominídios nesta era. Devemos fazer tudo que for possível para proteger o habitat em que esse animal magnífico vive, não só por causa deles, mas também por todas as outras espécies de animais e plantas que podemos proteger ao mesmo tempo”, disse Michael Krützen, geneticista evolutivo da Universidade de Zurique.

Fonte: O Globo