Assédio de turistas para tirar selfies deixa pinguins apavorados na Austrália


Milhares de turistas e moradores vão diariamente para St Kilda Pier, em Melbourne (Austrália), para observar as minúsculas espécies de pinguins que repousam à noite e alimentam seus bebês.

Foto: Kingborough Council

Suriya Vij, responsável pelos animais selvagens, diz que algumas pessoas têm colocado os pinguins em perigo ao inserir suas câmeras em suas tocas ou tentar pegá-los.

“Esse é o lugar seguro deles. É onde eles irão descansar e respirar, então, ter uma vara de selfie, é muito perturbador para eles”, diz.

Em 2016, dois pequenos pinguins foram brutalizados e deixados para morrer em ataques violentos distintos. Turistas afirmam ter visto jovens alcoolizados chutando-os até a morte.

De acordo com o News, os ataques levaram o governo estadual a financiar patrulhas de segurança neste verão para ajudar a manter os animais seguros.

“Em Junho, houve outro incidente em que alguém pegou um pinguim. Quando eles foram convidados a deixá-lo ir, soltaram-no da altura da cintura e, como resultado, [ele] ficou ferido. Não temos certeza do que ocorreu porque ele fugiu”, acrescenta Vij.

Espera-se que o sistema de vigilância e uma cerca especial façam parte de uma iniciativa do governo para manter as pequenas criaturas seguras.

Há também cuidados voluntários que educam o público. Vij diz que os voluntários fazem um trabalho fantástico, mas acrescenta que nem sempre é fácil controlar tantas pessoas.

Segundo ela, até quatro mil podem visitar o cais em um dia cheio. Acredita-se que existam cerca de mil pinguins azuis, também conhecidos como pinguins de fada.

“É muito difícil identificar essas pessoas e acompanhá-las, porque há barreiras linguísticas e é bastante cheio à noite. Temos esse fluxo constante de pessoas que vêm para observar os pinguins e o que acontece é que as pessoas querem chegar o mais perto possível. Algumas sobem em cercas, descem para a rocha e tentam empurrar as câmeras diretamente para seus rostos”, afirma.

“Os pinguins descansam à noite em suas tocas e é quando as pessoas colocam suas câmeras ali, às vezes com um pau de selfie para tentar tirar a foto perfeita. Eles são realmente animais sensíveis e ficam apavorados”, conclui.


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