Campanha homenageia oito milhões de cavalos mortos durante a Primeira Guerra Mundial


Uma pesquisa recente realizada pela nfpSynergy para a organização descobriu que a maioria da população do Reino Unido não tinha ideia sobre o número  de cavalos que morreram como resultado da guerra. Apenas 12% dos entrevistados sabiam que, entre 1914 e 1918, oito milhões de cavalos perderam a vida.

Foto: Horse & Hound

 

Na Grã-Bretanha, um milhão de equinos foram explorados – incluindo burros e mulas – e apenas 62 mil retornaram após o armistício.

Quase metade do público do Reino Unido (48%) ficou surpresa ao saber  que muitos dos animais sobreviventes foram vendidos ou abandonados.

Isso inspirou a criação do grupo Brooke, quando sua fundadora Dorothy Brooke procurou os valentes animais. Ela encontrou muitos em condição esquelética, trabalhando como cargas nas ruas do Cairo (Egito).

Em resposta, ela escreveu uma carta ao Morning Post para pedir ajuda e, com o apoio do público britânico, comprou cinco animais.

Foto: Horse & Hound

Em 1934, ela fundou o Old War Horse Memorial Hospital, mais tarde conhecido como Brooke, que ainda ajuda cavalos, burros e mulas que trabalham em todo o mundo, segundo o Horse & Hound.

A presidente-executiva da organização, Petra Ingram, afirma: “Brooke lançou esta campanha para destacar a luta dos cavalos, burros e mulas trabalhadores no passado e no presente. Descobrimos que, embora muitas pessoas saibam que os cavalos foram usados na Primeira Guerra Mundial, existe pouco entendimento sobre o que ocorreu com eles posteriormente”.

Ela acrescentou que 75% dos cavalos e mulas morreram na guerra devido aos ambientes intensos em que tiveram que trabalhar e não por causa de disparos.

Foto: Horse & Hound

Muitos sucumbiram à lama profunda e congelante na Frente Ocidental, além de exaustão, doenças respiratórias e transmitidas pela lama e ataques de gás. “A triste realidade é que os animais ainda trabalham em condições punitivas”, acrescentou.

A campanha recebeu o apoio de celebridades, incluindo Jennifer Saunders, Clare Balding, as medalhistas de ouro olímpicas Charlotte Dujardin e Victoria Pendleton, Jan Leeming e Wendy Turner-Webster, defensora dos direitos animais.

O jornalista Alistair Stewart disse: “Estou apoiando a campanha de Brooke porque celebra o relacionamento mágico entre a humanidade e a criação mais gloriosa de Deus”.

 


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