Tubarões e arraias grávidas sofrem abortos quando capturadas


Abortos em tubarões e arraias são causados pela pesca
O tubarão squatina está entre as espécies mais afetadas (Foto: Carlos Villoch/MagicSea.com/Alamy)

Uma nova pesquisa mostra que um quarto das fêmeas de tubarões e arraias grávidas perdem seus filhotes em abortos ao serem capturadas, trazendo à tona um risco pouco conhecido para a sobrevivência destes animais.

Foram analisadas ocorrências de abortos ou partos prematuros de 88 espécies e, em 24% dos casos, os filhotes morreram. Nas análises de algumas espécies específicas, como a arraia pelágica, as mortes representaram 85%.

Segundo o The Guardian, o estudo publicado no Diário Biological Conservation, também examinou vídeos em tempo real de nascimentos que, na verdade, provaram ser abortos induzidos por trauma na maioria das vezes. Traumas causados pela pesca praticada por pescadores e pesquisadores marinhos.

O autor do estudo, Kye Adams, aponta que cerca de 80% dos tubarões e arraias capturados por pescadores na Austrália são devolvidos à água, mas apenas o trauma causado por essa prática pode ser suficiente para causar um aborto.

Ele também aponta que cerca de 60% das espécies dão à luz a filhotes vivos, com o período gestacional de até dois anos. Esse longo período, combinado ao crescimento e desenvolvimento lento de muitas espécies, indica que abortos potencialmente tem um impacto maior na sobrevivência em geral desses animais. Eles precisam de filhotes vivos.

O registro mais antigo publicado de um aborto nessas espécies vem de 1880, em que relatam uma fêmea de tubarão abortando de 15 a 20 filhotes de uma vez, por ter sido asfixiada após capturada em rede de pesca.

Stress é o agente mais comum de todos os registros de casos similares, mas ainda segundo Adams, não haviam estudos suficientes para determinar se o stress era correlacionado a trauma físico, como ser capturado por anzóis ou redes, ou se por stress ligado a fatores psicológicos.

Nota da Redação: A pesca, seja para qualquer fim, representa danos físicos e psicológicos para toda a vida marinha. Animais considerados de consumo ou não, possuem o direito de viverem suas vidas em harmonia. Portanto, em seus habitats naturais e em interações saudáveis com outras espécies.


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