Outubro Rosa também levanta alerta sobre casos de câncer de mama nos animais

Foi brincando com a Pitty, uma cadela poodle de 14 anos, que a tutora do animal, a universitária Rafaela Cavalcante, 29, descobriu os primeiros nódulos entre as mamas há cinco...

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11/10/2017 às 21:30
Por Redação

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Divulgação

Foi brincando com a Pitty, uma cadela poodle de 14 anos, que a tutora do animal, a universitária Rafaela Cavalcante, 29, descobriu os primeiros nódulos entre as mamas há cinco anos. Preocupada com o que poderia ser, a universitária levou a “filha” ao veterinário, que deu início ao tratamento do câncer.

O que facilitou no desenvolvimento da doença na cadela foi o simples fato de ela não ter sido castrada no primeiro cio. Na primeira vez que o animal esteve doente, foram retiradas toda as mamas do lado esquerdo, juntamente com os nódulos.

Mas, há seis meses, a família de Pitty está apreensiva com a possibilidade do retorno do câncer de mama. Desta vez, os nódulos apareceram nas mamas do lado direito e, conforme a universitária, desta vez retornaram mais agressivos. “Estamos no processo dos exames. A veterinária desconfia que a doença tenha se espalhado pelo resto do corpo da Pitty, pois ela tem tido dificuldades para respirar quando se agita. Por enquanto ela não tem demonstrado que está sentindo dor, e por isso estamos aguardando os resultados dos exames para resolver o que iremos fazer”, explicou Rafaela.

Atenção sempre

Pretinha era uma cadela abandonado, que vivia no conjunto Portal do Japão, Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul. Há quatro anos, ela foi resgatada pela autônoma Sheila Liberato, 56, com uma das mamas muito inchadas. “Quando ela foi avaliada pelo veterinário, fui informada que aquele inchaço se tratava de um tumor e que tinha uma grande probabilidade de ser câncer”, contou.

Todas as mamas da pretinha foram retiradas. Uma biópsia que constatou o câncer. Pretinha passou por um batalhão de exames para saber a gravidade da doença. Por conta disso, a cadela precisou realizar algumas sessões de quimioterapia para evitar que a doença se espalhasse nos demais órgãos.

“Sempre digo que a Pretinha ganhou uma nova oportunidade de ser feliz. Fizemos tudo o que era possível para curá-la e hoje com nove anos ela está feliz tendo um lar e saúde. Ela tem todo meu amor e meu carinho e se hoje tem condições de viver também devo muito a ela, por ter sido forte no momento do tratamento”, comentou Sheila.

Atenção aos sinais

O ideal é que os tutores avaliem as mamas do seu animal periodicamente. Uma dica é aproveitar a hora do carinho na barriga para apalpar uma por uma. Se notar nódulos, diferença de tamanho entre as mamas, aumento de volume ou algum tipo de secreção, ele deve levar o animal ao veterinário.

Uso de anticoncepcionais aumenta risco em até 90%

De acordo com a médica veterinária, Débora Cabral, especialista em oncologia, para evitar a doença, os animais precisam ser castrados logo após o primeiro cio. Ela explicou que muitas vezes, por não saber dos problemas que podem vir a ocasionar, os tutores dos animais acabam os levando para tomar anticoncepcionais no pet shop, e o processo é altamente cancerígeno.

“Muitas vezes acreditam que seja o meio mais barato para tratar o cio de um animal, mas esse procedimento tem 90% de chance de desenvolver o câncer. Vemos muitos casos dos animais com câncer de mama ocasionados por conta desta aplicação de hormônio”, explicou a especialista.

Débora Cabral explicou que normalmente os tumores mamários não são muitos agressivos e demoram um bom tempo para se espalhar, mas é necessário ser avaliado por um profissional da área, que irá traçar os procedimentos necessários para tratar o problema.

Conforme a veterinária, quanto ao tratamento, o processo não é tão diferente como no humano. “Os tumores precisam ser retirados e o animal precisa passar pela quimioterapia. O ponto positivo para os pets é que eles não sabem nada sobre a doença e nem do que está acontecendo. Por conta disso é mais tranquilo o tratamento”, explicou.

Quanto as reações à quimioterapia, a especialista disse alguns animais ficam alguns dias sem se alimentar. “Tteve um caso que a pelagem do animal caiu e mudou de cor. De um grupo de 10 que estavam em tratamento, só um veio a falecer”, contou. O tratamento é fundamental e pode custar até R$ 5 mil.

Fonte: A Crítica

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