Dia Mundial dos Animais simboliza a luta pelo fim da exploração animal


Hoje, 4 de outubro, assinala-se o Dia Mundial dos Animais. Data importante para expandir a consciência e a compaixão e se tornar capaz de olhar não só para os animais de dentro de casa, mas também para os que estão abandonados, os silvestres que correm risco de extinção e todos os que são explorados, aprisionados, torturados e mortos para consumo, vestimenta, entretenimento humano, experimentação e produtos em geral.

A compaixão é uma questão a ser incentivada no Dia Mundial dos Animais (Foto: Divulgação)

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de que de 30 milhões de animais estão em situação de abandono no Brasil, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de porte grande, para cada cinco habitantes há um cachorro. Desses, 10% estão abandonados. Em municípios menores, o abandono corresponde a 1/4 da população humana.

Uma boa forma de comemorar o dia de hoje é se conscientizar a respeito da prática exploratória que é o comércio de animais, entendendo que comprar um cão simboliza apoiar criadores que tratam animais como mercadorias, obrigando fêmeas a engravidar e ter filhotes sem descanso, como se fossem verdadeiras máquinas em uma fábrica, muitas vezes submetendo-as à negligência e maus-tratos. A adoção, símbolo de um ato de amor, é uma forma de se livrar dos preconceitos com os animais sem raça definida e encontrar um amigo para a vida inteira. Afinal, amor independe de raça.

Ajudar entidades de proteção animal também é uma boa escolha, tanto para quem, além de adotar, tem condições de contribuir financeiramente com uma instituição, quanto para quem não tem espaço ou tempo para cuidar de um animal e, por não poder adotar, escolhe se voluntariar, doar ração, medicamentos ou quantias em dinheiro para auxiliar associações que não medem esforços para salvar vidas.

Não compactuar com o tráfico de animais silvestres também é uma atitude assertiva para o Dia Mundial dos Animais. De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil tem 1.172 espécies ameaçadas de extinção, sendo 318 classificadas como “criticamente em perigo”. O tráfico é um dos responsáveis por esses dados. Sendo assim, aceitar que o lugar de animais selvagens é na natureza e se negar a ter em casa espécies advindas do tráfico, retiradas covardemente de seu habitat, é uma forma não só de agir contra a extinção, mas também de defender os direitos de cada espécie, em especial o de poder viver em seu local de origem, em meio a natureza. Além disso, é possível também contribuir com entidades que lutem pela preservação das espécies por meio de voluntariado e doação de recursos financeiros.

Boicotar zoológicos, aquários e parques aquáticos também é algo esperado de quem pretende comemorar o dia de hoje em sua totalidade, respeitando todos os animais. Esses locais são verdadeiras prisões de inocentes, que os mantém distantes de seu habitat. Muitos deles desenvolvem quadros de depressão devido às condições em que são mantidos. Há os que nasçam, cresçam, envelheçam e morram em meio à grades e piscinas extremamente pequenas sem nunca terem conhecido a liberdade. Baleias e golfinhos, inclusive, são explorados não apenas por meio do aprisionamento, mas também por serem forçados a aprender truques e se apresentar para visitantes, atitudes que os impossibilita de viver de acordo com seu instinto natural e os torna reféns da crueldade humana.

Arturo, conhecido como o urso polar “mais triste do mundo”, morreu em 2016 após 22 anos de exploração em Zoológico na Argentina (Foto: Divulgação)

Não comprar produtos testados em animais também é um posicionamento a favor do dia que comemora a existência deles. Mais de 100 milhões de mortes são causadas por ano no mundo todo em decorrência da experimentação animal. Os animais são vítimas de testes com drogas, alimentos, cosméticos, além de serem explorados e assassinados em aulas de biologia, exercícios de treinamento e experiências médicas. Uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) concluiu que 41% dos brasileiros são contra os testes em animais. Esse percentual pode e deve ser engrossado por mais pessoas que, aos poucos, tem passado a enxergar os animais como detentores de direitos.

No Dia Mundial dos Animais, é importante ainda que seja gerada uma onda de conscientização acerca dos direitos de bois, vacas, porcos, galinhas, enfim, de todos os animais que são covardemente explorados, torturados e mortos para que seus corpos sejam covardemente transformados em carne, couro e nos mais variados produtos. Dados do IBGE comprovam que um boi, um porco e 180 frangos são assassinados por segundo no Brasil. O número absurdo e assustador revela apenas a atitude final, o momento em que vidas são tiradas, sem retratar, entretanto, todo o histórico de abuso vivido por esses animais durante sua existência. Entender que toda vida tem o mesmo valor e que, portanto, é inaceitável que convivamos tão bem com o significado da palavra “matar” é imprescindível para que possamos construir um mundo ético, no qual humanos se neguem a consumir qualquer produto que seja feito a partir da crueldade animal.


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