Cães resgatados pela ativista Luisa Mell recebem os primeiros cuidados


Os 135 cachorros resgatados recentemente pelo Instituto Luisa Mell em um canil certificado na cidade de Osasco, São Paulo, estão recebendo, finalmente, o tratamento que sempre deveriam ter recebido. Eles foram encontrados em situação de maus-tratos, machucados, traumatizados, sem nunca terem tomado banho e com os pelos emaranhados e repletos de fezes a ponto de ficarem irreconhecíveis. Muitos, como os quatro filhotes da raça pug que foram resgatados com pneumonia, estavam doentes. Dois deles morreram.

Os cães resgatados foram tosados e receberam cuidados veterinários (Foto: Reprodução / Facebook)

A ação organizada pela ONG da ativista Luisa Mell contou com o apoio da Polícia Civil, do Centro de Controle de Zoonoses e da Vigilância Sanitária.

Os momentos que seguiram após o resgate foram resumidos em um vídeo publicado nas redes sociais. “Amigos, estamos literalmente trabalhando a 48 horas sem parar! Preciso muito agradecer a todos que estão ajudando, compartilhando, a todos os voluntários que vararam as noites no Instituto Luisa Mell trabalhando e a todos que ajudaram. Assim foram nossos últimos 2 dias. Perdi a conta de quantas vezes chorei e de quantas vezes me alegrei. Obrigada, muito obrigada por tudo! Ainda há muito o que fazer. São muitos cães doentes e em péssimo estado, mas não vamos desistir de nenhum”, escreveu Luísa.

Foram resgatados cães da raça yorkshire, lhasa apso, pug e golden retriever. Nas mãos da criadora, os cachorros eram covardemente explorados para reprodução e venda de filhotes. Viviam em ambiente insalubre, muitos deles fechados dentro de cômodos de uma residência, em locais repletos de fezes e urina. Nos vídeos divulgados por Luísa, é possível ver cães estressados, com os pelos sujos e emaranhados por nós e fezes, uma cadela com problemas nas patas traseiras e um cão com o maxilar quebrado. “Me faltam palavras para descrever todo o horror que presenciei. Eu não podia resgatar tantos de uma vez, mas como deixá-los ali sendo torturados, maltratados e explorados até a morte?”, afirmou a ativista.

Ao iniciar uma campanha de arrecadação de recursos para o tratamento dos mais de 100 cachorros resgatados, Luísa Mell disponibilizou, em suas publicações nas redes sociais, contas bancárias do Instituto. “Preciso muito da ajuda de vocês, como nunca. Eles estão em péssimo estado, todos precisam de tratamentos, vacinas, alguns de cirurgia. Só temos vocês. Nos ajudem, eu imploro”, escreveu a ativista no Instagram.

Resgates como o protagonizado por Luísa Mell, que reiterou a importância de adotar ao invés de comprar um animal, são comuns e só chegarão ao fim quando animais deixarem de ser vendidos. Por essa razão, a ação individual de boicote à venda e adesão a adoção é algo a ser praticado.

Conhecer os pais e o local onde o animal vive não basta. É preciso parar de comprá-los. Já que, além do criador ter a possibilidade de maquiar a realidade e mostrar uma imagem do canil e dos pais do filhote diferente da real, a prática de se comprar um animal incentiva o comércio, o que permite que todo o tipo de criador exista, inclusive os que maltratam, negam atendimento veterinário e permitem que os animais vivam em condições deploráveis. Ademais, havendo ou não maus-tratos,  é inadmissível que animais sejam comercializados, já que são vidas, e não mercadorias ou objetos passíveis de venda.

Veja o vídeo sobre as primeiras 48h após o resgate dos cães:


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

ÓRFÃO

TRATAMENTO

PROTEÇÃO ANIMAL

CRUELDADE


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>