ONG faz campanha para tratamento de cachorro que foi enterrado vivo na Paraíba


A esposa dele relatou ter escutado choros de cachorro desde o domingo. A ONG Missão Patinhas Felizes acredita que o animal estava enterrado desde o sábado.

Cachorro 'Guerreiro' ficou desnutrido e com feridas após ser desenterrado, na PB; cão passou pelo menos três dias tomando soro
Cachorro ‘Guerreiro’ ficou desnutrido e com feridas após ser desenterrado, na PB; cão passou pelo menos três dias tomando soro (Foto: Andreia Medeiros/ONG Missão Patinhas Felizes)

Guerreiro já recebeu tratamento para as feridas e a desnutrição, causados pelos maus-tratos, que foram pagas pela ONG. Na última sexta-feira (29), ele recebeu alta e foi para a casa da presidente da Missão Patinhas Felizes, Andreia Medeiros, onde continuará recebendo cuidados. Porém, segundo Andreia, ainda são necessários cerca de R$ 2 mil para fazer um tratamento contra leishmaniose, doença com a qual ele foi diagnosticado pelo veterinário.

“Eu acredito que ele foi todo enterrado, mas ficou forçando e conseguiu colocar a cabeça de fora. Ele estava com olhos, boca e nariz cheios de areia. Estava muito debilitado, não conseguia nem levantar a cabeça ou abrir os olhos”, relatou a vizinha do homem que encontrou o cachorro, a costureira Eliane Soares, de 49 anos.

Depois de ser retirado do buraco, o animal foi levado para uma casa em construção, que fica em frente à residência de Eliane, onde recebeu alimento e água. A partir daí, Eliane deu um nome ao cãozinho e buscou ajuda para conseguir um tratamento para ele.

“A situação que ele passou, o sofrimento que ele passou. É um guerreiro mesmo”, declarou.

Os moradores do bairro nunca tinham visto o cachorro na região antes e, portanto, não sabem se eles tinham donos. Ninguém sabe, também, quem pode tê-lo enterrado vivo. Por isso, a polícia não foi acionada para investigar os maus-tratos.

“Eu passei duas noites sem comer e sem dormir. Foi uma tristeza tão grande dentro de mim, saber que existe um ser humano que tem coragem de fazer um negócio desses com um animal”, lembrou.

Eliane mora sozinha e tem dois cachorros e uma gata que trata como filhos. “Eu sou apaixonada por animais. De noite, eu coloco comida e água na frente da minha casa, pra os cachorros que moram na rua. Se ele melhorar, eu aceitaria ficar com Guerreiro. Seria um prazer eu correr e ver ele correndo atrás de mim. Mas se alguém tiver condição melhor, também aceito”, comentou.

“Só agradeço a Deus ter me colocado lá pra resgatar ele, pois se tivesse demorado mais, ele teria morrido”, afirmou Eliane.

Fonte: G1


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